Notícias da Imprensa
Mais restrições pelo Estado
26 de maio de 2021Ao reconhecer ontem, em pronunciamento, a aceleração de casos de covid-19 em Pernambuco, o governador Paulo Câmara anunciou novas medidas restritivas para conter a explosão das transmissões pelo coronavírus em diferentes regiões do Estado. Na macrorregião 1, que contempla a Região Metropolitana do Recife e cidades da Zona da Mata, apenas atividades permitidas poderão funcionar nos finais de semana. Entre elas, segundo o governo, estão padarias, supermercados, mercadinhos, postos de combustíveis e farmácias. Os restaurantes só poderão disponibilizar a opção de pedidos de comida por meio de aplicativos e de delivery. Ainda segundo o Estado, o acesso às praias só será permitido durante a semana.
A macrorregião 1, vale frisar, abrange todos os municípios litorâneos de Pernambuco. A lista completa das atividades permitidas será divulgada hoje pelo governo. Durante a semana, permanece o esquema atual, com fechamento às 20h.
Da próxima quarta-feira (26) até o dia 6 de junho, os 53 municípios das 4ª e 5ª Gerência Regional (Geres), que têm como cidades-sede Caruaru e Garanhuns (Agreste), e mais 12 cidades da 2ª Geres, com sede em Limoeiro, entrarão em quarentena rígida também nos dias de semana. Já nas macrorregiões 3 e 4 (ambas no Sertão do Estado), permanece o funcionamento das atividades em geral até 20h, de segunda a sexta-feira, e até 18h nos fins de semana.
De acordo com o governador Paulo Câmara, a aceleração exponencial da infecção pelo coronavírus no Agreste do Estado resultou em um aumento de ocupação em todo o sistema de saúde nas últimas semanas. “A consequência direta disso é mais tempo entre a solicitação de um leito de UTI e a transferência dos pacientes para uma vaga de terapia intensiva”, explicou.
Segundo o governador, além dessas iniciativas, uma série de providências será tomada para manter o Estado entre os quatro do Brasil com menor mortalidade na pandemia. Ele ainda anunciou que solicitou ao Ministério da Saúde mais testes de antígeno, concentradores de oxigênio e uma investigação sobre as novas variantes da covid-19 nas amostras coletadas no Agreste.
FILA DE ESPERA
Ontem, dia em que Pernambuco bateu recorde da média móvel de casos de covid-19 (atingiu 2.953 casos – maior número desde o início da pandemia), também se chegou ao número máximo, ao longo do enfrentamento ao novo coronavírus, de pacientes com sintomas da doença que aguardam um leito.
São 473 pessoas com sinais sugestivos de covid-19 que estão na fila de espera por uma vaga em hospital para receber assistência especializada. Desse total, 356 aguardam um leito de terapia intensiva (UTI) – e 13 delas são crianças.
Além disso, 117 pacientes esperam ser transferidos para enfermaria – 13 crianças entre eles. Os números são do painel que apresenta os dados de leitos de síndrome respiratória aguda grave (srag) no Estado.
UPAs lotadas de novo
Em meio a recordes diários da média móvel de casos de covid-19 e do número de pacientes com sintomas da doença que aguardam um leito de terapia intensiva (UTI) e enfermaria, Pernambuco volta a ter as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) cheias. A situação é semelhante ao que ocorreu no começo da segunda onda da pandemia no Estado, em novembro do ano passado. Ontem foram vários os relatos de pessoas adoentadas que voltaram para casa sem atendimento, pois não conseguiram nem entrar nas UPAs da Caxangá e da Imbiribeira, Zonas Oeste e Sul do Recife, respectivamente.
“Quando cheguei, o segurança me disse que não tinha como eu ser atendida porque só havia vaga agora para as pessoas com covid-19 grave. Desde sábado, estou com dor no corpo, garganta doendo, dor de cabeça e coriza. Também fui a um posto perto da minha casa, mas a médica não estava, e pediram para eu voltar lá amanhã (hoje)”, contou a profissional autônoma Eliedja Gouveia de Lima, 31 anos, que foi ontem à UPA da Imbiribeira.
Ela acrescenta que, quando teve negado o atendimento na UPA, ficou muito angustiada. “Entrei em desespero e comecei a chorar. Fiquei pensando também em outras pessoas que podem ter sido ignoradas do mesmo jeito.” As UPAs são serviços considerados portas abertas, que não exigem necessidade de agendamento e que são a entrada para o atendimento de urgência. Por isso, essas unidades têm sido um termômetro importante para avaliar a intensidade da pandemia de covid-19 no Estado.
Também ontem, a dona de casa Alexandra Miranda, 40 anos, não conseguiu ser atendida na UPA da Caxangá. “Logo na porta, falaram que era para eu retornar à noite porque estavam limitando o atendimento. Estou com uma dor de ouvido muito forte e que já dura três dias. Tomo remédio, e nada de passar. É um absurdo a falta de atendimento.”
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) reconhece a grande demanda nas UPAs, mas ressalta que os 15 serviços estaduais não recusam atendimento e prestam assistência. “Todas as unidades continuam a atender pacientes que apresentem, ou não, sintomas respiratórios. As UPAs priorizam casos graves, utilizando o sistema de classificação de risco. Pacientes passam por uma avaliação de gravidade e recebem uma pulseira que indica o grau de prioridade no atendimento, como forma de avaliar e identificar as pessoas que necessitam de prioridade.”
A SES ainda acrescenta que, em alguns casos, quando os pacientes são considerados não graves, o paciente é orientado a ir a um serviço de saúde de baixa complexidade, na rede de atenção básica. Nesse sentido, a secretaria explica que seguranças não são autorizados impedir entrada de pacientes.
Fonte: Jornal do Commercio
Fonte: Jornal do Commercio
Mais Notícias da Imprensa
Pernambuco recebe mais de 89 mil doses da vacina contra covid-19. Saiba quem pode se vacinar
Pernambuco recebeu 89.046 doses da vacina contra a covid-19. A entrega faz parte de uma remessa, com mais 2,2 milhões […]
LOA 2026: Alepe vota percentual de remanejamento nesta quinta (23)
O impasse entre a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e o Poder Executivo sobre a aprovação do percentual de remanejamento […]
Sem acordo com governo Raquel, Sindifisco aprova greve da categoria
O Sindifisco-PE, que representa auditores fiscais e julgadores administrativo-tributários de Pernambuco, decidiu por unanimidade deflagrar paralisação da categoria nos dias […]
Fisco de Pernambuco entra em contagem regressiva para greve, diz Sindifisco
Os auditores fiscais e julgadores administrativo-tributários de Pernambuco, representados pelo Sindifisco-PE, estão divulgando que entraram em contagem regressiva para a […]