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Atividades terão reabertura lenta e gradual
2 de junho de 2020O plano de reabertura das atividades econômicas em Pernambuco anunciado ontem pelo governo do Estado terá 11 etapas até atingir toda a cadeia produtiva do Estado. Além das atividades que já estavam funcionando por serem consideradas essenciais, desde ontem passou a ser permitido o delivery de varejo nos bairros, centros comerciais e shoppings centers, comércio atacadista também por delivery e lojas de material de construção, desde que adotem os novos protocolos de convivência com a covid-19. O governo só tem cronograma de flexibilização até o dia 15 de junho. Tudo depende da curva descendente de infecção de novos casos da doença no Estado.
Se tudo correr dentro do planejado, na próxima segunda-feira (8), a construção civil e o comércio atacadista estarão liberados a operar. A construção terá restrição de 50% da capacidade e horário fixo de funcionamento, das 9h às 18h, na Região Metropolitana do Recife. No caso do interior do Estado, há restrição do número de trabalhadores, mas sem limites de horário. O comércio atacadista também deverá funcionar das 9h às 18h.
Para voltar, todos os setores terão de adotar um novo protocolo de convívio com o vírus, com as empresas fazendo cumprir as determinações de distanciamento social, higiene, monitoramento e comunicação. Os funcionários terão de manter distância mínima de 1,5 metro, terá de haver escalonamento de horário de refeição para evitar aglomeração, divisão de equipes de trabalho, sinalização entre outros pontos. Em relação à higiene, as empresas terão de fornecer álcool 70%, máscaras e reforço na limpeza e desinfecção de superfície. As empresas também deverão comunicar a todos os trabalhadores e clientes sobre os procedimentos.
Além dessas determinações, 15 setores seguirão protocolos próprios. A fiscalização será mantida como está sendo feita atualmente, com atuação conjunta de órgãos estaduais e municipais, com previsão da aplicação de multas e até mesmo exclusão do alvará de funcionamento.
O plano para retomada foi apresentado pelos secretários de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, e Planejamento, Alexandre Rebelo. Com o lockdown, Pernambuco estava na fase 5 da manutenção das atividades econômicas, ou seja, o período de maior fechamento. Quando todos os setores forem relaxados, é quando a liberação da economia chegou à fase 1, ou seja, patamar de antes do início da pandemia.
“Foram cinco etapas que vivemos até agora, em 75 dias. Conseguimos romper a trajetória do crescimento dos casos, chegando no dia 31 de maio, a gente vê a redução do fator de crescimento dessa doença (covid19). O plano de flexibilização e convívio das atividades econômicas com a covid-19 é um momento de extrema cautela na transição desse momento de isolamento rígido. Vamos acompanhar semanalmente para liberação dos setores econômicos, o crescimento de casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), o indicador de óbitos por covid-19 e Srag, além da demanda sobre o sistema de saúde”, diz Rebelo.
O grau de escala para reabertura de cada segmento, conforme o governo, está amparado na classificação das atividades econômicas conforme os aspectos de risco de saúde e o peso socioeconômico. Sendo considerados a capacidade de gerar aglomerações, o nível de higiene e monitoramento, além da vulnerabilidade, relevância e essencialidade na economia.
Seguindo esses critérios, o quadrante montado pelo governo aponta creches e escolas de anos iniciais com alto grau de risco para a saúde e baixo impacto na economia, assim como os eventos esportivos. Por outro lado, serviços de hotelaria; serviços de alimentação, bancos, farmácias e agropecuária têm impacto alto na economia e riscos menores para a saúde, mas, ainda assim, esses segmentos seguem previsões distintas para reabertura.
Até o domingo, quando durou o lockdown, os serviços essenciais representavam, segundo o governo 71% do valor agregado do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, que emprega 57% dos trabalhadores formais.
A ideia é avançar para até 100% do valor agregado do PIB, num calendário que mais vai depender da avaliação epidemiológica. Ou seja, se houver um repique na curva de infecção e de comprometimento do sistema de saúde, o cronograma pode ser adiado. A avaliação será feita semanalmente.
“Estamos voltando ao que estava funcionando antes da quarentena mais rígida. Semana a semana, faremos o acompanhamento dos dados de saúde. Se as curvas obedecerem as projeções que são feitas, iremos validar a implantação de mais uma etapa. Pode, eventualmente, na avaliação de uma semana epidemiológica, tomarmos a decisão de postergar a implantação de mais uma etapa. Tudo vai depender dos indicadores de saúde”, diz o secretário Bruno Schwambach.
\’O plano de flexibilização e convívio das atividades econômicas com a covid-19 é um momento de extrema cautela. Vamos acompanhar semanalmente os casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), o indicador de óbitos e a demanda sobre o sistema de saúde.” Alexandre Rebelo (Planejamento).
Fonte: Jornal do Commercio
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