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PEC Paralela da reforma da Previdência é aprovada na CCJ do Senado

5 de setembro de 2019

A chamada PEC Paralela da reforma da Previdência, sugestão do relator Tasso Jereissati (PSDB-CE), foi aprovada na noite desta quarta-feira (4) na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. A votação foi simbólica e a aprovação ocorreu por unanimidade.

 

 

O texto paralelo foi aprovado depois de acordo fechado entre parlamentares mais cedo. A proposta contém pontos de alteração da reforma da Previdência que não entraram no texto-base da PEC, como a inclusão de Estados e municípios nas alterações das regras previdenciárias.

 

A criação do texto paralelo foi a saída encontrada por senadores para incorporar mudanças à reforma da Previdência sem forçar o retorno do texto principal da proposta a uma segunda votação na Câmara dos Deputados.

 

A estratégia acelera o andamento da proposta em pelo menos 30 dias se comparado com uma tramitação normal, em que o texto começaria a ser discutido. A tentativa de governistas é fazer com que a PEC paralela seja votada nos mesmos prazos da reforma principal, cujas votações no plenário estão previstas para 24 de setembro (1º turno) e 10 de outubro (2º turno).

 

Após chegar ao plenário, tanto o texto principal quanto à PEC paralela poderão receber emendas. Essas emendas serão direcionadas novamente à CCJ para o relator se posicionar antes do primeiro e do segundo turno no plenário.

 

A PEC paralela contém temas como a possibilidade de Estados e municípios incorporarem as novas regras previdenciárias e a previsão de receitas para compensar as supressões promovidas pelo relator na PEC principal.

 

Tasso sugere, por exemplo, a cobrança gradual de contribuição previdenciária de entidades filantrópicas — excluídas as santas casas e assistenciais — e do agronegócio exportador.

 

O texto segue agora para o Plenário do Senado e precisa do voto de ao menos 49 dos 91 senadores.

Fonte: Fonte: Exame

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