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Parlamentares pernambucanos cobram estudo atuarial

23 de abril de 2019

A determinação de sigilo de dados da reforma da Previdência imposta pelo Governo foi criticada por parlamentares pernambucanos. Alguns deles, inclusive, afirmam que a medida será contestada. Membro titular da CCJ, o deputado federal Danilo Cabral (PSB) disse que ajuizará uma ação popular na Justiça Federal para garantir o acesso às informações que embasam a proposta do Planalto. Além dele, o também titular do colegiado, João Campos (PSB) afirmou, em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, que a medida é uma “imoralidade que assusta”.

Danilo reforça, ainda, a necessidade de obter informações antes de a proposta chegar à Comissão Especial que analisará as mudanças no sistema previdenciário. “Tudo indica que o governo também não responderá ao nosso pedido de informação, cujo prazo expira hoje (ontem). Caso isso ocorra, entraremos com uma ação popular”, acrescentou Danilo.

João Campos (PSB), por sua vez, acrescentou que acredita que “quem apoia a reforma e a base do governo deve estar totalmente constrangida no momento”.

Os socialistas, entretanto, não foram os únicos a criticar o sigilo das informações. O pedetista Túlio Gadêlha questionou o motivo para “esconder” os dados e afirmou que o governo quer “excluir” o povo das decisões. “Se essa reforma da Previdência é boa para os cidadãos e vai economizar trilhões, como o governo diz, por que escondem os dados econômicos da população? O que realmente o governo não quer mostrar aos brasileiros?”, argumentou em sua conta no Twitter.

Também no microblog, o senador Humberto Costa (PT) registrou que a reforma está sendo proposta sem o conhecimento de todos os envolvidos. “Deputados estão sendo convocados a votar a Reforma da Previdência. E o governo quer que isso seja feito absolutamente no escuro, no desconhecimento da população e dos parlamentares. Se houver o mínimo de discernimento, ela será enterrada”, publicou.

Sílvio Costa Filho (PRB), que defende as reformas com ressalvas, classifica a decisão como “erro primário” e garante que vai defender na CCJ que o “quanto antes isso seja apresentado”. Ele pondera que o sigilo é um “equívoco” do governo, que, de acordo com ele erra na medida em que toma uma decisão nessa direção. “Fui o primeiro parlamentar, logo no início da CCJ, a fazer uso da palavra pedindo o cálculo atuarial”, lembra.

Fonte: Fonte: Folha de Pernambuco

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