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Reforma da Previdência fica fora das metas dos 100 primeiros dias de governo
24 de janeiro de 2019O governo do presidente Jair Bolsonaro deixou de fora das metas de 100 primeiros dias do governo a Reforma da Previdência, medida considerada crucial para o ajuste das contas públicas.
Em documento distribuído nesta quarta-feira (23) pela Casa Civil, constam cinco ações que devem ser adotadas pela pasta até meados de abril. A primeira medida listada pelo ministério comandado por Paulo Guedes é a Medida Provisória de combate à fraude do INSS, assinada na semana passada por Bolsonaro.
Com o texto, o governo espera economizar R$ 9,8 bilhões em 2019 e que a economia em 2020 sera próxima de R$ 20 bilhões, segundo o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Nas propostas feitas por Guedes há ainda o objetivo de redução do tamanho do estado, com o corte de R$ 21 mil em cargos comissionados.
"Todas essas metas são tentativas, nós vamos lutar internamente para fazer essas reduções dentro dos primeiros 100 dias. [Elas] têm um grande beneficiário, o cidadão e a cidadã na ponta", disse Onyx ao apresentar o documento.
Ainda na área econômica, o governo prevê intensificar o processo de inserção econômica internacional do país.
"Promover a inserção comercial do Brasil a partir de estratégia de medidas de facilitação de comércio, convergência regulatória, negociação de acordos comerciais e reforma da estrutura tarifária internacional", diz o texto.
O documento não fala, por exemplo, sobre com quais países o governo pretende intensificar os negócios. Guedes colocou como metas ainda a adoção de medidas de eficiência administrativa para autorizar novos concursos públicos. O ministro da Economia pretende ainda abrir dados do Sine (Sistema Nacional de Emprego), como antecipou a Folha.
O governo Jair Bolsonaro quer ampliar o acesso de empresas a milhares de currículos de pessoas desempregadas que estão no Sine. A ideia foi batizada de “Open Sine” no Ministério da Economia e tem como objetivo abrir os dados dos trabalhadores, de maneira voluntária, com o objetivo de aumentar a chance de pareamento entre vagas e potenciais empregados.
Na lista de medidas econômicas, o governo listou o leilão do excedente da cessão onerosa, medida com a qual espera-se arrecadar R$ 100 bilhões. O Ministério da Infraestrutura pretende ampliar investimentos na malha ferroviária e modernizar a infraestrutura aeroportuária de 12 aeroportos. Além do leilão de dez portos.
Entraram como metas ainda a independência do Banco Central e o aprimoramento de medidas de governança nas instituições financeiras públicas por meio da fixação de critérios para o exercício do cargo.
Na área social, a agenda prevê a criação do 13º salário para beneficiários do Bolsa Família, uma das promessas de campanha do presidente.
A previsão do impacto da iniciativa no orçamento do programa social deste ano é de cerca de R$ 2,5 bilhões. O ministro da Cidadania, Osmar Terra, já disse que a ideia é pagá-lo neste ano.
A promessa foi feita após o hoje vice-presidente, Hamilton Mourão, ter afirmado, durante a campanha eleitoral, que o 13º salário é uma "jabuticaba brasileira" e uma "mochila nas costas dos empresários", sendo desautorizado por Bolsonaro.
A cartilha também promete a edição de uma medida provisória para regulamentar o direito à educação domiciliar. No final do ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) considerou que a prática não pode ser considerada um meio lícito para que pais garantam aos filhos o acesso à educação devido à falta de uma regulamentação.
A maior parte das decisões em instâncias inferiores foram contrárias ao ensino domiciliar. A Suprema Corte reconheceu a repercussão geral do recurso, o que significa que o resultado do julgamento passa a valer para processos semelhantes em todo o país.
Fonte: Fonte: Folha de São Paulo
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