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Pernambuco cai em competitividade
15 de setembro de 2018Pernambuco perdeu duas posições e aparece em 20º lugar na edição 2018 do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria Integrada e a The Economist Intelligence Unit, que analisou o desempenho dos Estados em 2017, levando em consideração entes públicos e privados. Ano passado (data-base 2016), Pernambuco era o 18º colocado. O estudo avalia dez pilares temáticos (confira gráfico), subdivididos em 65 indicadores. As notas variam de zero a cem. Pernambuco obteve nota geral de 39,6, quando a média nacional foi de 49,4. O mercado interno em queda pesou na avaliação negativa, embora a segurança pública seja o principal fator que puxou os números para baixo. O melhor índice diz respeito à qualidade de informação, denotando transparência na divulgação de números de criminalidade. Como o ranking analisa dados de 2017, não entraram na conta, ainda, os resultados apresentados pelo governo do Estado, nesta semana, na área da segurança, relativos a 2018. Desde dezembro, vários índices de violência vêm melhorando, como a redução do número de homicídios, que fechou agosto em 287 assassinatos. O último registro abaixo de 300 para um mês de agosto havia sido em 2014. Para Ana Marina de Castro, gerente de mobilização da CLP, segurança é um problema nacional, embora a solução diga respeito aos Estados. “O número de homicídios aumentou em 19 Estados”. Para ela, o aumento da violência também está ligado à crise econômica. “Gerar prosperidade econômica ajuda a combater a violência”, afirma.
MERCADO
Em relação ao potencial de mercado, o Estado perdeu quatro posições, deixando a 22ª colocação para ocupar o penúltimo posto (26º). O principal motivo da baixa foi a queda da taxa de crescimento. Pernambuco perdeu posições, também, em outros três pilares: educação (15º para 18º, embora o índice individual tenha melhorado – de 38,2 para 41,7), sustentabilidade ambiental (8º para 12º, mas estacionado em 60,3) e eficiência da máquina pública (10º para 12º, com queda no índice de 78,4 para 70,1). Em infraestrutura, permaneceu na 12ª posição. Pernambuco melhorou de posição em três pilares: capital humano (19º para 16º, mesmo o índice caindo de 32,3 para 27,7), sustentabilidade social (19º para 17º, com índice caindo de 36,4 para 34,8) e inovação (11º para 10º, melhorando o índice de 25,0 para 26,3). O ranking também compara os resultados atuais com os de três anos anteriores, para demonstrar o desempenho em todo um ciclo de governo (quatro anos), embora a maioria dos dados diga respeito ao ano anterior. Nesse recorte, Pernambuco vem caindo no ranking desde 2015, quando registrou nota 51,4, sendo os dados relativos ao último ano do governo de Eduardo Campos (2014). Em relação a 2018, Pernambuco está à frente da média nacional nos itens sustentabilidade ambiental, eficiência da máquina, solidez da máquina e infraestrutura. “Pernambuco ter se saído bem em solidez fiscal é algo relevante”, diz Ana Marina.
EDUCAÇÃO
Mesmo com os resultados pouco favoráveis em educação (ensino público e privado), com melhoria em apenas dois indicadores (oportunidade de educação e taxa de frequência do Ensino Médio), os esforços do governo para equilibrar o orçamento da pasta foram reconhecidos. O Estado foi um dos premiados deste ano pelo Centro de Liderança Pública (CLP) na categoria “Boas Práticas”, pelo Programa de Fortalecimento da Gestão Escolar. Segundo o CLP, o programa melhorou a gestão de recursos humanos e as práticas de administração, gerando uma economia de R$ 4 milhões por mês em folha de pagamento, apenas em rescisão de contratos temporários. Criou-se ainda um sistema de bonificação para as escolas que comprovassem uma melhora na gestão, criando incentivos para os gestores e educadores de apoio, sem aumento de despesas. Foram mais de 90 cases inscritos.
RANKINGS
Outros indicadores divulgados recentemente analisam o desempenho de Pernambuco frente às outras unidades da Federação. Segundo o Ranking de Eficiência dos Estados, do Datafolha, divulgado no mês passado pelo jornal Folha de São Paulo, Pernambuco está entre o restrito grupo de cinco Estados brasileiros considerados eficientes, junto com São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo. Segundo a classificação da Folha, Pernambuco se destaca em Educação, Finanças, Saúde e Infraestrutura, mas deixa a desejar em Segurança e Renda Per Capita. Já na Pesquisa de Competitividade Regional, realizada pela Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham), com 100 empresários locais, e divulgada há um mês, 85,8% dos executivos não consideram Pernambuco competitivo em relação a outros Estados; 45% acham o ambiente pouco competitivo e outros 41% não veem relevância em relação ao restante do Brasil. Só 14% julgam o Estado em melhor situação que os demais. Para a gerente de mobilização do CLP é preciso investir em políticas públicas que cheguem na ponta e influenciem diretamente na vida das pessoas. “Reduzir a vulnerabilidade social é fundamental para melhorar a competitividade dos Estados”, afirma Ana Marina de Castro.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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