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Déficit da Previdência cresce 18,7%
31 de janeiro de 2018O crescimento do déficit no pagamento das aposentadorias dos servidores de Pernambuco contribuiu para inflar as despesas de pessoal no ano passado. Enquanto em 2016 o saldo negativo entre receita e despesa previdenciária fechou em R$ 2,098 bilhões, em 2017 subiu para R$ 2,492 bilhões. Esse incremento de 18,7% do déficit (R$ 394 milhões), no intervalo de apenas um ano, acende o alerta para uma tendência de aumento no número de servidores inativos no Estado. Hoje são 101,9 mil servidores contribuindo para a Previdência, contra 89 mil inativos.
A expectativa de aprovação da Reforma da Previdência no governo Temer provocou uma corrida pela aposentadoria no ano passado. O secretário estadual da Fazenda, Marcelo Barros, diz que entre 2016 e 2017 houve um crescimento de 19% nos deferimentos dos pedidos de aposentadoria, com o número saltando de 4.290 para 5.098. Hoje os servidores da ativa têm uma folha de pagamento de R$ 454,1 milhões, contra R$ 353,1 milhões dos aposentados. Isso significa que no total da folha, 57% são ativos e 43% inativos. Quando a comparação é a quantidade, os aposentados representam 47% e os ativos 53%.
“Estamos diante do dilema do prisioneiro. Nós precisamos fazer mais contratações para ter um número maior de servidores contribuindo com a Previdência, ao mesmo tempo em que no curto prazo não podemos fazer isso sob o risco de ter problema com o limite de gastos com pessoal (permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal) que já está em 48,97%”, observa o secretário, lembrando que hoje existe uma legião de “jovens concurseiros”, que entram cada vez mais cedo no serviço público e terão mais tempo de contribuição, ao passo que atualmente a idade média dos servidores é elevada.
Se em 2017 o déficit previdenciário ficou em R$ 2,492 bilhões, a projeção atuarial do regime próprio de Previdência dos servidores estaduais para este ano prevê um salto negativo de R$ 3,427, com receita estimada em R$ 1,926 bilhão e despesa em R$ 5,354 bilhões. “Temos um problema com perspectiva de curto e de médio/longo prazo para resolver. No curto prazo, temos que reduzir as despesas com pessoal para sair do limite prudencial do gasto com pessoal em relação à despesa corrente líquida, mas vamos ter que contratar no médio/longo prazo para aumentar a receita previdenciária. Com isso, consigo diminuir um pouco a correlação receita-despesa. Não vejo outra escapatória”, reforça Marcelo Barros.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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