Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Em busca de ao menos 33 votos

31 de janeiro de 2018

Depois da “ofensiva de mídia” no fim de semana com entrevistas em rádio, emissoras de TV e jornal, o presidente Michel Temer concentrará as energias no “corpo a corpo” com parlamentares para tentar convencer os indecisos a aprovarem a reforma da Previdência em fevereiro. O Palácio do Planalto acredita que tem cerca de 275 votos, número com que já contava em maio do ano passado, e está convencido de que será possível dobrar os cerca de 70 indecisos a votarem favoravelmente à reforma. Para que a proposta seja aprovada, o governo precisaria, pelas suas contas, de mais 33 votos para atingir os 308 necessários.

O governo entende que deputados e senadores, durante o recesso, ao conversarem com os prefeitos e suas bases viram que a resistência à reforma já diminuiu muito e estão acreditando que a própria população vai pressionar os parlamentares.

O governo conta com a pressão de prefeitos e governadores, porque estes também estão com problemas de caixa, para ajudar convencer deputados e senadores.

Temer acredita que consegue virar a votação nesta semana e na próxima, antes do carnaval, para garantir a aprovação da PEC na semana após a festa popular. O presidente se reuniu ontem, por exemplo, com o líder do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (PMDB-SP). Nos próximos dias, serão realizadas reuniões com todos os líderes.

O presidente Temer acha que é hora, por exemplo, de começar a pressionar o PSDB, por meio do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para que o partido entregue votos. O governo acha que consegue “arrancar uns 35” votos tucanos, da bancada de 47.

No início da noite de ontem, Temer recebeu o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que tem apoiado o Planalto na reforma. O governo sabe que, se não votar o texto em fevereiro, no máximo início de março, ficará praticamente impossível conseguir fazer passar a reforma.

PESQUISA

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, usou o Twitter para antecipar o resultado de uma pesquisa Ibope, contratada pela Presidência da República, para avaliar a aceitação da reforma pela população.

“Pesquisa Ibope, concluída ontem, mostra pela primeira vez que menos da metade dos entrevistados (44%) se dizem contrários à reforma da Previdência”, escreveu Moreira.

Ele classificou a informação como “boa notícia”. A pesquisa, que não foi divulgada na íntegra, ouviu 2.002 pessoas entre os dias 25 e 29 em 140 municípios e mostra ainda que 63% dos entrevistados concordam que servidores públicos e funcionários privados devem ter as mesmas regras previdenciárias.

MEIRELLES

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse confiar que a reforma da Previdência será votada no final de fevereiro e que o governo conseguirá os votos para a aprovação no Congresso. “Já existe o conceito de inviabilidade de não se fazer a reforma”, afirmou.

Meirelles fez uma apresentação dos dados da economia brasileira para plateia formada por investidores, durante evento realizado pelo banco Credit Suisse, ontem, em São Paulo.

“Não é uma opção política, mas uma necessidade quase matemática. Temos que garantir que o brasileiro do futuro receberá a aposentadoria”, disse o ministro, apontado como pré-candidato à presidência.

Durante a palestra, Meirelles explicou que a sensação de bem-estar proporcionada pela melhora dos indicadores econômicos começará a ser sentida neste ano e que isso pode influenciar as eleições.

O discurso do ministro segue a estratégia adotada pelo presidente Michel Temer, que no último domingo foi ao programa do Sílvio Santos tentar sensibilizar a população para necessidade da reforma.

Meirelles explicou aos investidores que as pessoas que representam os 20% da população com o perfil mais baixo de renda não conseguem chegar aos 35 anos de contribuição, pois passam grandes períodos da vida sem emprego formal ou desempregados.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

Notícias