Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Sem espaço para esticar o prazo

17 de janeiro de 2018

Para o governo Michel Temer, não há “a mínima cogitação” de adiar a votação da reforma da Previdência para depois de fevereiro, segundo o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo). Sem querer especificar números, ele admite que o governo “não tem o suficiente” para passar a reforma na Câmara, “mas teremos em 19 de fevereiro”, data prevista para o tema ir a plenário. Lá, será preciso garantir o apoio de 308 de 513 deputados.

Marun aconselhou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a se inteirar sobre o debate antes de dar opinião – em visita oficial aos EUA, Maia afirmou não ter “nenhum tipo de otimismo” para a agenda previdenciária em fevereiro. “Rodrigo é um dos baluartes desse processo de aprovação. Talvez nos dias em que ele se ausentou (do Brasil), não esteja com as informações suficientes que temos. Com certeza que seu otimismo retornará”.

O ministro esteve na Fiesp, em reunião com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo ontem. Conversar com líderes empresariais e evangélicos, segundo Marun, é um ponto crucial para dar fôlego à reforma.

O presidente Temer recebe nesta semana algumas das principais lideranças evangélicas, como o apóstolo Valdemiro Santiago (Igreja Mundial do Poder de Deus) e José Wellington Bezerra da Costa (Assembleia de Deus Belém), em Brasília. Com outras igrejas, foi Marun quem fez o meio de campo.

Já o trabalho de convencer deputados diretamente foi prejudicado pelo recesso parlamentar. “A grande maioria deles, afinal, está em suas bases, bem distante do Congresso. Mas o retorno a seus redutos eleitorais pode ajudar, pois a população começa a entender que o tema é prioritário”, disse o ministro.

JUDICIALIZAÇÃO
Ao comentar o impasse sobre a nomeação da deputada Cristiane Brasil (PTB) para o Ministério do Trabalho, Maia criticou ontem a “interferência indevida do Judiciário” no governo. “Isso está desorganizando o Brasil”, afirmou Maia, em entrevista a jornalistas durante viagem a Washington.

Para ele, é um “absurdo” que a Justiça interfira, em especial com uma decisão de primeira instância. “Essa não é uma decisão que cabe à Justiça. Nomeando, se há críticas, a sociedade vai criticar. E o governo vai ter uma resposta na sua avaliação, no futuro das eleições”.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

Notícias