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Busca por votos vai ser retomada dia 22
10 de janeiro de 2018O calendário para aprovação da reforma da Previdência neste ano é apertado, indicou o presidente da Câmara dos Deputados e um dos principais defensores da proposta, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em entrevista a um programa de rádio de São Paulo, ontem. Maia disse que a partir do próximo dia 22, quando a quantidade de deputados em Brasília deve aumentar, as conversas com líderes de bancada e os parlamentares em torno da aprovação das mudanças nas regras previdenciárias do País serão retomadas.
“A reforma é importante, mas a maioria ainda não pensa assim. Vamos buscar construir a maioria de 308 votos para aprovar, mas se não tiver para fevereiro, será difícil ter votação depois de março”, considerou Rodrigo Maia, enfatizando que quer chegar antes do Carnaval com cenário claro da possibilidade ou não de chegar aos votos necessários. A votação da reforma está marcada para 19 de fevereiro.
Maia reiterou que qualquer proposta de alterar o projeto “vai ter que ter a clareza de que não vai mexer nessa economia de R$ 490 bilhões, R$ 500 bilhões em dez anos”.
O parlamentar pediu a contribuição do governo. “Que o governo nos ajude a construir votos à Previdência. É fácil falar e não ter os votos”. “O que não pode é aquele que tem papel relevante nas reformas antecipar o processo eleitoral”, argumentou. Questionado sobre se a declaração seria dirigida ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o presidente da Câmara negou a indireta. “Não mando recado para o Meirelles; se tiver que falar, falo para ele”, esclareceu.
O presidente da Câmara trava com Meirelles uma disputa interna para ver quem se viabiliza como candidato do governo à sucessão do presidente Michel Temer (PMDB). Como compartilham discursos e uma faixa de eleitorado bastante semelhantes, os dois agem agora para distanciar seus perfis e conquistar a preferência dos demais partidos do Centrão.
À rádio de São Paulo, Maia afirmou que só aceita entrar na disputa se perceber que não se trata de uma “aventura”. “Topo correr risco em eleição, não topo aventura”, disse.
QUADRO FISCAL
Sobre a possibilidade de avançar no Congresso uma reforma tributária, o presidente da Câmara preferiu aguardar os desdobramentos da Previdência. “Vamos esperar primeiro a Previdência para ver se há condição para a reforma tributária”.
Apesar do quadro fiscal delicado no País, Maia entende que o governo Temer dificilmente conseguirá aumentar a arrecadação de impostos com a aprovação do Congresso. “É muito difícil que esse governo tenha votos para ampliar a carga tributária no Brasil”, antecipou.
Em relação à possibilidade de alteração da regra de ouro das contas públicas, que impede que o governo se endivide para cobrir despesas correntes, Maia voltou a frisar que o assunto não será debatido em 2018. Ele disse que a ideia de propor mudanças partiu da equipe econômica do governo e que decidiu enterrar o assunto quando viu que o debate estava caminhando para a “politização”.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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