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Publicidade vai custar R$ 99,3 mi

23 de novembro de 2017

Diante da dificuldade do governo em aprovar mudanças nas regras da aposentadoria, deputados e senadores autorizaram a abertura de crédito de R$ 99,3 milhões para publicidade da Presidência da República com a reforma da Previdência.

“O referido crédito permitirá, na Presidência da República, a continuidade das ações publicitárias sob a gestão da Secretaria Especial de Comunicação Social, para atendimento de demandas de comunicação relacionadas ao Brasil Eficiente, Reforma da Previdência Social, entre outras”, diz o projeto. Há cerca de duas semanas, Temer passou o controle da verba de publicidade e patrocínios do governo para o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral).

A liberação do repasse para a comunicação institucional do Palácio do Planalto ocorre em meio ao esforço do governo para aprovar a reforma na Câmara até o fim deste ano. Com a proximidade da eleição de 2018 e a rejeição da população à matéria, considerada uma das principais bandeiras do governo, o texto enfrenta resistência entre os parlamentares.

Só que, embora o Planalto esteja se empenhado, essa versão da reforma deverá exigir uma nova revisão das regras dentro de 5 ou 7 anos. Isso significa que o próximo governo já terá de colocar na agenda ajustes para evitar que a trajetória de gastos volte a crescer de forma insustentável, avaliam economistas.

“A reforma trará fôlego aos cofres públicos da ordem de R$ 500 bilhões nos próximos dez anos, mas os gastos continuarão a crescer, só que numa intensidade menor que a atual – o que justifica ajustes ao longo do tempo. Além disso, há pontos polêmicos que ficarão de fora da reforma e que, em algum momento, terão de ser tratados”, afirma o economista José Marcio Camargo, professor da PUC/Rio, que prevê a necessidade de nova reforma em 6 ou 7 anos.

O professor da FEA/USP, José Roberto Savoia, ex-secretário de Previdência Complementar, também acredita que o próximo governo terá de fazer alterações para ajustar às mudanças do ambiente interno. “As reformas terão de ocorrer em períodos mais curtos, de cinco em cinco anos, para ajustar à nova expectativa de vida da população, que muda gradualmente”.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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