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Todas as fichas para aprovar Previdência
17 de novembro de 2017O governo Michel Temer vai lançar uma campanha publicitária de cerca de R$ 20 milhões para defender a reforma da Previdência na televisão. A propaganda ataca o que chama de “privilégios” dos servidores públicos e afirma que “tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo”.
O Palácio do Planalto decidiu fazer uma campanha de massa para tentar retomar o debate sobre a reforma, reduzir a resistência da população ao tema e, consequentemente, conter a pressão sofrida pelos parlamentares em suas bases eleitorais.
A propaganda, com um minuto de duração, vai ao ar a partir de hoje e será exibida por uma semana – principalmente em intervalos de telejornais e novelas. “O que vamos fazer de mais importante é combater os privilégios. Tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo”, diz um ator na peça, a que a reportagem teve acesso.
O custo total da campanha ainda não foi calculado, mas fontes do governo estimam as despesas em R$ 20 milhões com o vídeo e a compra de espaço publicitário na TV. A peça foi produzida pelas três agências que atendem ao Planalto: Calia, Artplan e NBS.
O combate aos privilégios é o mote principal da campanha, citado três vezes na peça. “Com a reforma, servidores públicos ou não terão regras equivalentes. A nossa maior preocupação é manter aposentadorias e pensões sendo pagas em dia. Para isso, temos que cortar os privilégios”, afirma o texto.
O governo também destaca que a nova versão da reforma da Previdência mantém as regras de aposentadoria para trabalhadores rurais, deficientes e idosos de baixa renda, e que as regras serão implementadas ao longo de 20 anos.
Deputados da base aliada, principalmente os do Nordeste, cobravam um esforço do Planalto para ressaltar que a proposta original, que previa regras mais rígidas para aposentadoria, foi flexibilizada.
“Com a reforma, a idade mínima pra se aposentar vai aumentar aos poucos. Só daqui a 20 anos a idade para se aposentar será de 62 anos para mulheres e 65 para homens. Para pessoas com deficiência e idosos que recebem esse beneficio, a reforma da Previdência não muda nada. E também não muda nada para os trabalhadores rurais”, afirma a peça.
O Planalto já tentou realizar outras campanhas para contornar a impopularidade da reforma. A primeira foi ao ar em outubro de 2016. Todas as peças foram suspensas em maio, quando a delação da JBS envolveu Temer e enterrou as esperanças do governo de aprovar a proposta.
MINISTÉRIO
O presidente Michel Temer avalia realocar o atual titular da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), no Ministério da Transparência. Com o provável desembarque do PSDB do governo, o tucano é alvo de pressão do PMDB e de partidos do Centrão, principalmente o PP. Os partidos cobram a retirada de Imbassahy da articulação política do governo.
O cargo de ministro da Transparência está com um interino desde maio, quando o então titular da pasta, Torquato Jardim, saiu para assumir a Justiça. O posto vem sendo ocupado por Wagner Rosário, secretárioexecutivo. O órgão tem, entre suas responsabilidades, comandar acordos de leniência.
Ontem, Temer recebeu a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois (PSDB), que é uma das que deve deixar o cargo nas mudanças que o presidente pretende fazer na nova configuração da Esplanada. Luislinda recentemente se envolveu em uma polêmica ao pedir para receber R$ 61,4 mil sob alegação de trabalho escravo.
Segundo a assessoria do Planalto, o encontro de Temer com Luislinda, que foi incluído nesta quinta na agenda oficial, durou “menos de uma hora”. A conversa entre os dois foi reservada e assessores palacianos afirmam que “até o momento” ainda não há definição sobre a saída da tucana.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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