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Congresso volta o foco para reformas
12 de novembro de 2017Quase duas semanas após a rejeição da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, e com pouca movimentação desde então, a Câmara entrou em novembro focada na costura de acordos para as duas principais reformas em discussão — previdenciária e tributária — ansiadas pelo Palácio do Planalto e pelo mercado financeiro. Entretanto, com uma base enfraquecida e pouco disposta a aprovar medidas impopulares perto do ano eleitoral, deputados governistas admitem que o trabalho será árduo e, por enquanto, não há chances de aprovar as propostas.
Um dos principais aliados de Temer na Câmara, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) afirma que o momento é de recomposição da base para conseguir recuperar votos e retomar a discussão sobre a reforma da Previdência. Na primeira denúncia que a base derrubou em plenário, em agosto, Temer teve 263 votos favoráveis. Agora, na segunda, o placar pró-governo ficou em 251, menos da metade da Casa. Como os principais pontos defendidos pelo governo na mudança da Previdência precisam ser aprovados por meio de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), na qual são necessários, no mínimo, 308 votos, o trabalho será difícil. “Reconheço que, hoje, não temos quórum constitucional para aprovar a reforma da Previdência, mas é inevitável que retornemos às conversas”, diz Marun.
O governo conta com um importante aliado para cumprir seu objetivo. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), abraçou a pauta das reformas e tem como principal objetivo até o fim do ano liquidar a agenda, nem que tenha de refazer tudo e tirar a digital de Temer do projeto, segundo aliados. O texto encontra forte resistência da oposição e em partidos da base. O placar da denúncia não pode ser projetado em uma possível apreciação da reforma da Previdência. Há partidos que votaram contra Temer que concordam com a reforma, como metade do PSDB, e outros que fazem o caminho contrário, como o PTB e o Solidariedade. Líder da bancada do PT, o deputado Carlos Zarattini (SP) afirmou que “não há condições de aprovar o projeto como está”. Por isso, Temer já cedeu e é praticamente certa uma proposta mais enxuta, que contemple principalmente uma idade mínima e mesmo teto financeiro para aposentadorias do setor privado e público.
Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco
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