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Costuras do Planalto pela reforma da Previdência

10 de novembro de 2017

Governo e aliados chegaram a um acordo para votar a reforma da Previdência neste ano em reunião ocorrida ontem com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e líderes dos principais partidos, disse o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. “Isto (a reunião) foi muito importante porque foi onde se chegou à decisão de fato de se votar a reforma da Previdência ainda neste ano”, disse ele, em seminário internacional sobre concorrência nos Brics, em Brasília.

Meirelles ressaltou mais uma vez que o consenso entre governo e deputados é que serão mantidos ao menos três pontos da reforma: a idade mínima de aposentadoria, o período de transição e unificação das regras dos regimes público e privado.

O presidente Michel Temer disse acreditar que, desde que seja explicada direito, é possível aprovar a nova proposta de reforma previdenciária. Na saída de evento no Palácio do Planalto, o peemedebista disse estar animado após ter recebido manifestações de apoio dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado Federal, Eunício Oliveira. “Eu acho que há (possibilidade) desde que se explique direito o que é a verdadeira reforma previdenciária e a sua importância. O objetivo dela é combater os privilégios e preservar os mais vulneráveis”, disse.

Henrique Meirelles admitiu ontem que a reforma da Previdência será mais enxuta, mas afirmou que a redução de despesas não pode ser superior a 50% do previsto na proposta original. O texto enviado pela equipe econômica previa uma economia de cerca de R$ 800 bilhões, mas o relatório aprovado em comissão especial, que está sendo rediscutido, foi desidratado e já representava 75% da primeira proposta.

Troca de ministros
Sob pressão dos partidos do chamado “centrão”, o presidente Michel Temer afirmou que a realização de uma nova reforma ministerial é “inevitável”. Na saída de evento no Palácio do Planalto, ele evitou estipular uma data e afirmou que saberá o “momento certo” de realizá-la. “Eu saberei o tempo para fazer a reforma (ministerial). É algo que, toda vez que você governa, elas estão sempre em cogitação. Eu saberei o momento certo”, disse.

O peemedebista reconheceu que há pedidos de partidos da base aliada para realizá-la e lembrou que, por conta das eleições gerais, ministros que serão candidatos terão de deixar os cargos. “Eu reconheço que há pleitos e sobremais, como muitos ministros vão deixar os cargos, é claro que a reforma será inevitável.”

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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