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Reforma de Temer pode vir em janeiro

8 de novembro de 2017

Com a ameaça de deputados do Centrão de obstruir votações na Câmara e os sinais de desembarque dados pelo PSDB, o presidente Michel Temer (PMDB) avalia antecipar para janeiro de 2018 a reforma ministerial, a princípio prevista para abril, quando candidatos às eleições terão deixar os cargos. Auxiliares do presidente dizem que o governo não vai ficar refém do bloco formado por partidos médios, como o PP, PR e PTB, mas está à procura de uma solução para o impasse.

A crise política se agravou ontem, quando aliados da base deram ultimato ao Palácio do Planalto, exigindo a exclusão do PSDB do primeiro escalão. Os tucanos controlam quatro ministérios e se dividiram no apoio a Temer durante a votação da segunda denúncia contra ele, por obstrução da Justiça e organização criminosa. “Ou muda (o ministério) ou não vota mais nada aqui”, afirmou o deputado Arthur Lira (AL), líder da bancada do PP.

A quem lhe pergunta sobre trocas na equipe, Temer afirma que “tudo vai depender das circunstâncias políticas”. A ideia, agora, é fazer as mudanças no início de 2018. Na prática, o presidente está à espera do PSDB, que fará uma convenção em 9 de dezembro para decidir o seu destino. A cobiça do Centrão se concentra em duas pastas comandadas por tucanos – a Secretaria de Governo, dirigida por Antônio Imbassahy, e Cidades, comandado por Bruno Araújo. 

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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