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Caminhos para que o estado volte a crescer
26 de setembro de 2017Pernambuco tem tarefas árduas para se recuperar da queda que apresentou na economia no ano passado, para poder crescer de forma sustentável. A cartilha da solução tem o desenho: minimizar entraves fiscais, atacar o desemprego, retomar a movimentação da construção civil e estimular o investimento. Na prática, setores novos da economia local, como os polos petroquímico e de refino de petróleo, além de cervejarias e de energias renováveis, têm capacidade ociosa pronta para expandir quando a economia melhorar. A previsão para 2017 e 2018 já é de alta, na casa dos 2% no PIB que, pelo movimento, ainda resistirá para se transformar em investimento. Tudo dentro de um cenário nacional, que precisa de previsibilidade econômica sem os picos de incertezas da política.
A previsão com análise foi feita ontem pelo economista Jorge Jatobá, sócio-diretor da Consultoria Econômica e Planejamento (Ceplan), aos empresários do Lide Pernambuco. Na reunião, apresentou o passado e traçou o futuro. “Pernambuco até 2014 tinha recebido bilhões em investimentos e surfou acima dos números do Brasil. No período de 2015 e 2016, por sua vez, a combinação de recessão mais as investigações dos crimes a partir da Operação Lava-Jato atingiram investimentos fortes aqui, como a PetroquímicaSuape e a Refinaria Abreu e Lima, que geraram desmobilização e níveis altíssimos de desemprego. Esse fator fez o ano passado apresentar um tombo muito maior em Pernambuco no comparativo com o Brasil”, analisou.
A sinalização para a virada começou neste ano, quando, depois de sete quedas consecutivas em trimestres medidos pelo PIB, o estado voltou a apresentar crescimentos, ainda que sejam em tom de recuperação. “O primeiro trimestre de 2017 teve alta de 35% do Agronegócio, quando comparado ao mesmo trimestre de 2016. É alto e positivo, mas o agronegócio representa pouco no PIB de Pernambuco. A construção civil também mostra sinais de movimentação, mas percebemos que não se trata de lançamentos de prédios, por exemplo, e sim uma desova dos estoques do que foi contruído e não comercializado”, pontuou.
Esse comportamento do mercado imobiliário, segundo Jatobá, é a causa para o setor ainda não voltar a empregar na construção civil. “Para se ter ideia dos números locais, Pernambuco tem 18,3% da população acima dos 14 anos (economicamente ativa) fora do mercado de trabalho, bem acima dos 15% do Nordeste e 13% do Brasil. O nosso governo, porém, fez ajustes fiscais positivos, que não descontrolou gastos. Isso foi importante para não deixar ocorrer como no Rio de Janeiro. Esse equilíbrio local melhora o ambiente quando a retomada começar de fato”, concluiu.
Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco
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