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Pernambuco terá 3º pior PIB do Brasil este ano
12 de setembro de 2017A soma de todos os bens e serviços produzidos em Pernambuco em 2017 dará ao estado o terceiro pior desempenho do ano entre todas as unidades federativas brasileiras, segundo o Mapa da Recuperação Econômica divulgado ontem pelos economistas Everton Gomes e Rodolfo Margato, do Banco Santander. O estudo antecipa o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) calculado e divulgado pelo IBGE e aponta que o PIB pernambucano este ano será – 0,6%, enquanto que o do Brasil será 0,5%. O documento mostra também que a economia pernambucana apresenta vantagem apenas em relação à situação do Rio de Janeiro e Alagoas, cujos PIBs serão -1,4% e -1,0%, respectivamente, cenário que deve permanecer no último trimestre deste ano e deve começar a mudar apenas no início de 2018. Em Pernambuco, a retomada do crescimento depende do setor industrial, que é quem mais está influenciando a queda do PIB local.
“A desmobilização em torno das obras de Suape e a retração na construção civil foram os fatores que mais contribuíram com a queda do PIB em Pernambuco. O estado também teve uma queda significativa de 25% na produção têxtil e queda, em menor grau, na indústria de metalurgia e de alimentos”, explica Rodolfo Margato, um dos responsáveis pela pesquisa. Segundo ele, entre 2006 e 2014, o estado teve um PIB superior ao brasileiro, mas hoje, os investimentos da administração pública em infraestrutura praticamente sumiram e houve, apenas entre janeiro e julho deste ano, a destruição líquida de 32 mil postos de trabalho no estado, sendo a maior parte deles como resultado da retração das atividades da construção civil. “Em outros estados brasileiros, a conta é semelhante, mas o agronegócio acaba salvando o PIB, porque 2017 teve uma safra incrivelmente boa para o Brasil. Só que em Pernambuco a agropecuária corresponde a apenas 2,7% do PIB, então, mesmo crescendo 7,6%, o segmento não consegue puxar o PIB do estado para cima”, detalha Margato.
Para o secretário de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco, Nilton Mota, o setor em Pernambuco tem dados positivos, apesar da pequena participação no PIB, e são reflexo dos esforços do governo estadual no fomento à fruticultura irrigada do Vale do São Francisco e do reaquecimento do setor sulcoalcoeiro, com a reabertura das Usinas Cruangi e Pumati. “Implantamos um programa no vale contra a mosca da fruta há três anos e agora viramos um exemplo nacional no sucesso ao combate desse mal. Além disso, devemos ter uma safra recorde de açúcar este ano, ultrapassando 12 milhões de toneladas. É difícil falar no agronegócio local, porque 80% de nossa agricultura são de base familiar, mas nosso objetivo é inserir essas famílias no mercado e incentivar modelos de negócios alternativos, como cooperativas”, completa.
Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco
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