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Governo sofre primeira derrota na reforma da CLT

21 de junho de 2017

O governo sofreu a primeira derrota na reforma trabalhista no Senado. Ontem, ao contrário do que previa o Palácio do Planalto, o relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) foi rejeitado por 10 votos contrários e 9 favoráveis na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Antes do início da sessão, o governo contava com a aprovação do texto por 11 votos favoráveis e 8 contrários.

A rejeição da matéria na comissão representa uma derrota política do governo do presidente Michel Temer, que conta com a aprovação da reforma trabalhista no Congresso, principalmente após o agravamento da crise política.

O parecer aprovado pelo colegiado foi o voto em separado do senador Paulo Paim (PT-RS), que apresentou mudanças no texto encaminhado pela Câmara dos Deputados.

Apesar do revés, o resultado da votação não interrompe a tramitação da proposta do governo. Isso porque o posicionamento do colegiado é um parecer e a decisão final cabe ao plenário do Senado.

Por isso, mesmo com a derrota, a matéria agora é encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde deve ser lida pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), hoje. A previsão é que o colegiado possa votar o texto na semana que vem, no dia 28, última etapa antes da análise pelo plenário do Senado.

A ausência do senador Sérgio Petecão (PSD-AC) e os votos dos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e do tucano Eduardo Amorim (SE) foram decisivos para a derrota. Antes do início da sessão, o governo contava com o apoio dos parlamentares das duas siglas que compõe a base aliada. A ausência de Petecão abriu caminho para o voto contrário de Alencar. Apesar de pertencer ao PSDB, principal aliado do governo Temer, Amorim votou contra o relatório de Ferraço.

Culpa do PSDB?
Um dos principais auxiliares do presidente Temer, o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral) afirmou que a postura “contraditória” do PSDB foi determinante para a “desagradável” derrota do governo na votação da reforma trabalhista. Segundo Moreira, o voto do senador Eduardo Amorim foi uma surpresa para o Planalto, visto que o discurso dos tucanos tem sido de comprometimento com as reformas, apesar das dúvidas quanto à permanência do partido na base do governo Temer.  

O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE) disse que governo “falhou” ao deixar a oposição vencer. “O governo levou todo mundo para Moscou e esqueceu da votação”, disse o tucano. Tasso se referia o fato de tanto o ministro Antonio Imbassahy e o líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC) terem viajado para a Rússia com o presidente.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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