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Tempo milita contra reforma da Previdência

20 de junho de 2017

Quanto mais perto das eleições de 2018, mais difícil será a aprovação da reforma da Previdência, disse ontem o relator do projeto na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA). Segundo Maia, muitos congressistas temem prejudicar sua votação no próximo ano caso votem a favor da reforma. “O tempo milita contra nós porque há esse sentimento de autopreservação individual e ainda eleição ano que vem. Claro que isso milita contra a reforma”, afirmou em palestra na Associação Comercial de São Paulo.

Por isso, Maia considera agosto uma “data razoável” para ter “esperança de aprovar”. Depois disso, a proximidade das eleições deve tornar cada vez mais difícil o avanço do projeto.

O relator também admitiu que a atual crise política que atinge o governo Michel Temer, acusado de corrupção pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, influencia a tramitação da proposta. “Qual é a viabilidade de aprovarmos a reforma com essa crise política? Todos sabemos da dificuldade imensa que está sendo a vida no Congresso”, afirmou.

Denúncia
Ele disse que a reforma só deve ir a plenário depois da votação da denúncia contra o presidente da República, que deve ser apresentada pelo procurador-geral Rodrigo Janot nos próximos dias. Maia disse “não ter condições de afirmar” que Temer continuará na presidência, mas que, independentemente da manutenção do peemedebista no cargo, o tamanho da base aliada permanece inalterado.

Isso cria um novo equilíbrio de forças, em que passa a depender sobretudo do Legislativo a aprovação da reforma. “Temos que entender que o protagonismo do Legislativo terá que ser muito maior para compensar enfraquecimento do Executivo nesse momento”, disse.

Maia também rejeitou a hipótese de organização de eleições diretas para substituição de Temer caso ele venha a ser afastado ou renuncie. Nesse caso, o Congresso elegeria um novo presidente para um mandato tampão em eleições indiretas, defendeu. “Numa eleição indireta, essa base de apoio fará o novo presidente, e não a oposição. A agenda das reformas me parece preservada”, afirmou.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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