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Semana decisiva para governo Temer

5 de junho de 2017

O presidente Michel Temer enfrenta nesta semana uma séria ameaça a seu governo: o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da chapa que o elegeu como vice de Dilma Rousseff. As acusações são de abuso de poder econômico e financiamento ilegal de campanha. O julgamento começa amanhã e pode ir até quinta-feira. Se houver pedido de vista, porém, não haverá prazo certo para a retomada da sessão. Ontem, Temer ganhou uma espécie de sobrevida política. Os ministros do PSDB garantiram que, pelo menos por ora, ficam no governo e na base aliada

O processo no TSE, que até pouco tempo parecia condenado ao fracasso, ganhou relevância após a divulgação de uma gravação, há duas semanas, na qual o presidente conversa com o empresário Joesley Bastista, dono da JBS, sobre a suposta compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, atualmente preso em Curitiba. Durante o diálogo com Temer, Joesley também aborda o pagamento de suborno a um procurador.

A gravação, feita pelo próprio empresário, foi entregue à Justiça como parte de um acordo de delação premiada. Os apelos pela renúncia de Temer e os pedidos de impeachment se multiplicaram, e apesar de o presidente ter conseguido um fôlego nos últimos dias, sua delicada situação faz com que o País se volte para o TSE.

Para Fernando Schüler, cientista político do Instituto de Investigação e Educação (Insper), em Brasília não há um convencimento generalizado que o presidente cometeu um delito grave. "Há gente que acha e outros que não. O julgamento do TSE não é um julgamento político, é um equívoco achar isso. O sistema político até gostaria que fosse e especula (…), mas acho que o tribunal vai reagir fortemente contra qualquer tipo de ingerência política. Não é um impeachment."

Caso o TSE decida contra Temer, deverá definir se o presidente sai imediatamente ou permanece na presidência até o julgamento do recurso, que certamente chegará ao Supremo Tribunal Federal (STF), podendo retardar uma definição por várias semanas, segundo especialistas. Se Temer cair, caberá ao Congresso eleger o novo presidente, no prazo de 30 dias, para completar o mandato presidencial

TUCANOS 
Ao decidir permanecer no governo, o PSDB sinaliza que acha que Temer sairá vitorioso no TSE. A decisão dos tucanos é vista como um referencial para os demais partidos da base, que poderiam acompanhar a debandada.

Participaram do encontro de ontem Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Bruno Araújo (Cidades), que chegou a ameaçar entregar o cargo no dia em que a delação dos empresários da JBS veio a público. Segundo um dos ministros, a reunião da Executiva do partido vai ser na quinta-feira, mas terá como objetivo fazer uma "análise de conjuntura" e não decidir se o PSDB vai deixar o governo.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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