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Só espasmos de otimismo
30 de maio de 2017A incerteza que paira sobre a economia deve minar os índices de confiança de empresários e do consumidor, que apesar de ainda se situarem em níveis históricos baixos, engrenaram uma trajetória de crescimento este ano.
De acordo com as sondagens realizadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), indicadores de confiança da indústria, serviços, comércio, construção e do consumidor tinham, depois de um longo período de queda, voltado a patamares registrados entre 2014 e o início de 2015, anteriores ao aprofundamento da recessão econômica.
Se altos, os índices de confiança revelam uma maior propensão de os consumidores irem às compras e de as empresas investirem.
"Em junho, devemos ver um baque nesse índices, que serão calibrados para baixo, reflexo da delação envolvendo o presidente Temer. Mas se isso será momentâneo ou vai reverter essas trajetórias de melhora, dependerá do tempo que levará para esse imbróglio se resolver", analisa o superintendente de Estatísticas Públicas do FGV/IBRE, Aloisio Campelo Junior.
Segundo o economista, este ano estes índices já haviam recuperado mais de 50% das perdas ocorridas durante a crise, com destaque para a indústria, cujo índice de confiança atingiu 91 pontos em abril deste ano, o melhor resultado desde maio de 2014, período anterior à crise.
Campelo Junior relembra que os índices, que foram abalados pela recessão, em 2015, começaram a parar de piorar na virada para 2016 e melhorar a partir de setembro do ano passado, principalmente por conta de uma visão mais positiva do futuro. "Começouse a criar expectativa de que a produção pararia de cair, que os quadros de pessoal se estabilizariam por conta da condução da economia, que demonstrava que conseguiria amarrar medidas que fariam a atividade ter uma melhora rápida. Mas o fim do ano chegou e essa melhora não se concretizou, o que fez com que os índices voltassem a cair. Foram espasmos de otimismo, mas os agentes econômicos caíram na real que a retomada seria mais demorada. No início desse ano, no entanto, as perspectivas de PIB positivo para o primeiro tri e o andamento das reformas voltaram a fazer os índices crescerem, não ficando mais tão descolados da realidade. A percepção atual melhorou. Então, não tinha mais só a ver com otimismo com o futuro, mas percepção de que o presente melhorou", explica o superintendente da FGV.
Os índices de confiança medidos pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) também apresentam melhora.
Apesar da queda na atividade, a indústria da construção está com expectativas menos negativas.
Em maio, o índice de expectativas sobre o nível de atividade foi de 50,3 pontos. As informações são da Sondagem Indústria da Construção. Valores abaixo de 50 pontos sinalizam expectativas negativas.
Com alta de apenas 0,6 ponto em maio frente a abril, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) medido pela CNI registrou 53,7 pontos neste mês.
Esse aumento do indicador reverte parcialmente a queda de 0,9 ponto assinalada em abril, mas ainda representa confiança (acima de 50 pontos). Desde fevereiro, o ICEI se mantém estável, em torno de 53,5 pontos. Em relação a maio do ano passado, o índice está 12,5 pontos maior.
"Os empresários industriais estão certamente mais confiantes com relação ao ano passado, mas para uma recuperação do investimento suficiente para impulsionar a economia ainda é necessário um crescimento mais significativo do ICEI" destacou a CNI em seu relatório.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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