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Cresce número de endividados no país

5 de maio de 2017

O percentual de famílias endividadas em abril deste ano foi de 58,9%, um ponto porcentual acima do registrado no mês anterior, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada ontem pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Essa foi a terceira alta consecutiva captada pela pesquisa.

Comparado ao resultado de igual período de 2016, de 59,6%, no entanto, o cenário é de melhora. “Isso mostra um ritmo ainda fraco de concessão de empréstimos e financiamentos para as famílias”, afirmou a economista da CNC Marianne Hanson, em comunicado.

A pesquisa demonstra ainda que a proporção das famílias que possuem dívidas ou contas em atraso aumentou de 23,7% em março para 24,1% em abril. Na comparação anual, o indicador também teve alta, de 0,9 ponto porcentual.

Já a parcela de famílias que declararam não ter como pagar as dívidas, permanecendo inadimplentes, diminuiu na comparação mensal, alcançando 9,7% em abril ante 9,9% em março. Essa foi a primeira queda do indicador no ano de 2017. Na comparação anual, no entanto, houve alta de 1,5 ponto porcentual.

O cenário é de pessimismo entre os consumidores. Em compensação, há tendência de melhora nos próximos meses, segundo a economista CNC Marianne Hanson, ao avaliar a Peic de abril. O aperto é maior entre as famílias que possuem renda mensal de até dez salários mínimos, mais afetadas pelo desemprego e também mais sensíveis à alta dos juros, de acordo com o economista. Essa fatia da população tem a renda mais comprometida com gastos fixos e dificuldade de negociar dívidas atrasadas, por isso está com a capacidade de pagamento mais comprometida, diz ela.

A tendência, no entanto, é de melhora daqui para frente. Marianne argumenta que os indicadores do mercado de trabalho pararam de piorar e que há uma sinalização do governo de reduzir as taxas de juros. Apesar do segundo trimestre ter iniciado com índices de alto endividamento, “há fatores positivos apontando para uma melhora”, diz.

A pesquisa é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais e no Distrito Federal, com cerca de 18.000 consumidores. (Da redação com AE)

Pesquisa CNC

  • 58,9% percentual de famílias endividadas em abril passado
  • 59,6% percentual de famílias endividadas em abril de 2016
  • 23,7% percentual de famílias que têm dívidas ou contas em atraso em março
  • 24,1% percentual de famílias que têm dívidas ou contas em atraso em abril
  • 9,7% parcela de famílias que declararam em abril não ter como pagar as dívidas
  • 9,9% parcela de famílias que declararam em março não ter como pagar as dívidas
  • 14,2% percentual de famílias que se declararam em março muito endividadas
  • 14,3% percentual de famílias que se declararam em abril muito endividadas
  • 33,9% das famílias possuem dívidas por mais de um ano
  • 21,5% afirmam ter mais da metade da renda mensal comprometida com compromissos
  • 63,1 dias tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas em abril passado
  • 61,8 dias tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas em abril de 2016
  • 76,6% têm o cartão de crédito como principal dívida
  • 15,3% têm carnês como a principal dívida
  • 10,6% têm financiamento de carros como a principal dívida

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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