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Várias bandeiras, mas um só grito

2 de maio de 2017

Gritos de “fora, Temer” e palavras de ordem contra as reformas trabalhista e da Previdência dão tom do evento de comemoração do Dia do Trabalho, promovido pela CUT na tarde de ontem, na Avenida Paulista, região central de São Paulo.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, falou sobre a possibilidade de uma nova greve geral. “A continuidade da greve tem que ser construída. Aos companheiros e companheiras estou propondo que façamos uma outra greve. Vamos discutir no dia 4 numa reunião de todas as centrais e todas as frentes”, disse Freitas.

Cartazes contra uma possível prisão do ex-presidente Lula também se espalharam por toda a avenida. Lula, porém, não participava do ato. Sua ausência foi sentida pelos manifestantes. “Se ele viesse teria mais gente aqui” disse Caio Tulio, que protestava contra “os efeitos nocivos do golpe contra a Dilma”.

O vereador de São Paulo Eduardo Suplicy (PT) compareceu e foi ovacionado pelos militantes. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, discursou em carro de som e atacou o prefeito João Doria. “Ele não respeita o trabalhador chamando de vagabundo e nem (respeita) uma mulher que lhe deu flores”, em referência à caso ocorrido no domingo, quando o prefeito jogou no chão um ramalhete de flores ofertado por uma ciclista.

Mais tranquilo
Após sexta-feira de protestos violentos no Rio, manifestantes de sindicatos voltaram a se reunir na praça da Cinelândia, centro da cidade, na manhã de ontem. Neste ano, os manifestantes protestaram contra as reformas do governo Michel Temer e a repressão policial ocorrida na última sexta.

Sindicalistas, servidores públicos e estudantes foram duramente reprimidos ao longo da sexta, marcado por bloqueios em diversos pontos da cidade. No fim da tarde, um ato em frente à Assembleia Legislativa do Rio foi reprimido com bombas de gás e de efeito moral. O conflito com grupos mais radicalizados, que respondiam com pedras fogos de artifícios e coquetel molotovs, escalou ao longo da noite. O dia de marcha resultou em sete pessoas feridas, duas das quais permaneciam internadas até sábado.

Ontem, sindicalistas voltaram às ruas. No local onde na sexta havia um palco e para onde foram atiradas bombas,  manifestantes dançavam forró e agitavam bandeiras de centrais sindicais, partidos de esquerda e do movimento estudantil

Um carro de som tocou música ao vivo e manifestantes gritaram “Fora, Temer”. A praça estava cheia, com pessoas ocupando as escadarias da Câmara dos Vereadores, do Theatro Municipale a calçada da praça. Organizadores não estimaram público. A PM não faz estimativa de público no Rio.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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