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Temer: debate tem que ser no Congresso
29 de abril de 2017Apesar da paralisação de diversas categorias de trabalhadores, o governo do presidente Michel Temer deu caráter de manifestações políticas à chamada greve geral que aconteceu ontem em todo o País. A ordem foi minimizar a adesão de vários setores e se ater aos protestos, destacando os atos mais violentos.
Em nota, Temer não fez uso da palavra greve, disse que as manifestações políticas ocorreram livremente, com fatos isolados de violência, mas que o debate sobre as reformas trabalhista e da Previdência deve ser feito na arena do Congresso.
"Infelizmente, pequenos grupos bloquearam rodovias e avenidas para impedir o direito de ir e vir do cidadão, que acabou impossibilitado de chegar ao seu local de trabalho ou de transitar livremente", disse o presidente.
Durante todo o dia, Temer recebeu informações sobre o andamento dos protestos e considerou que o número de pessoas nas ruas era menor do que a previsão inicial e que estava restrito a sindicatos e a grupos ligados a partidos de esquerda.
O principal medo de Temer era que a pressão social causada pela paralisação de diversos setores pudesse aumentar as defecções na base aliada durante a votação da Reforma da Previdência na Câmara, prevista para junho e considerada impopular por diversos parlamentares.
Na tentativa de neutralizar essa discussão, Temer defendeu que a arena de debate das reformas é o Congresso e que ela continuará em prol da modernização da legislação. Disse que, de forma ordeira e obstinada, o brasileiro luta para superar a maior recessão que o País já passou.
"A esse esforço se somam todas as ações do governo, que acredita na força da unidade de nosso País para vencer a crise que herdamos e trazer o Brasil de volta aos trilhos do desenvolvimento social e do crescimento econômico", afirmou.
Em vídeo para ir ao ar nas redes sociais no Dia do Trabalhador, Temer defendeu a Reforma Trabalhista e a regulamentação da terceirização para a retomada do emprego.
PROTESTOS
A greve geral de ontem paralisou parcialmente as atividades nas principais capitais do País. O clima foi de feriado, com transporte e comércio funcionando parcialmente, o clima foi de feriado, com pouco movimento nas ruas, mas o dia terminou com confrontos com a polícia e depredações em algumas cidades.
Ônibus não circularam em Curitiba, Porto Alegre, Recife e Salvador. Em São Paulo, no Rio, em Belo Horizonte e em Brasília, a paralisação dos ônibus foi parcial. Metrô e trens funcionaram parcialmente na maioria das cidades. Bancários e professores também pararam em diversas localidades.
Na avaliação dos sindicalistas, foi a maior greve da história do país. O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, disse que a mobilização aumenta a pressão para que o governo negocie as reformas.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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