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Centrais articulam ato contra reformas

27 de abril de 2017

As centrais sindicais e movimentos sociais convocaram uma greve geral para amanhã e diversas categorias já afirmaram que vão paralisar os serviços. Na mira, estão as reformas propostas pelo presidente Michel Temer (PMDB), em especial a Trabalhista e a da Previdência. O movimento tem caráter nacional e, no Grande Recife, a paralisação deve abranger os metroviários, motoristas de ônibus, professores estaduais, municipais e de alguns colégios particulares, entre outras categorias profissionais. Hoje, as centrais sindicais se reúnem às 10h para alinhar as estratégias da mobilização.

A paralisação deve afetar serviços essenciais como o transporte urbano. Também vai ficar difícil voar na sexta-feira. Os aeroviários de todo o País aderiram à greve geral e prometeram cruzar os braços nos principais aeroportos brasileiros, incluindo o do Recife.

Quem precisar dos serviços bancários, também dará viagem perdida. Os profissionais decidiram aderir ao movimento nacional, que também protesta contra a Lei da Terceirização, aprovada no final de março. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) informou que todas as unidades educacionais estarão fechadas amanhã, uma vez que os professores da rede estadual vão aderir à greve.

PONTO 
O governador Paulo Câmara (PSB), que é favorável à Reforma da Previdência, disse ontem que ficará a critério dos secretários estaduais a decisão de cortar o ponto dos que servidores que participarem da greve. Evitando se comprometer em dar uma declaração mais firme sobre o assunto, o socialista afirmou que confia no bom senso dos funcionários públicos pernambucanos.

"Quem cuida do ponto dos servidores são os secretários. O governador não tem tempo para isso. Então, espero que todos tenham consciência de seu dever e obrigação para não deixar a população desassistida. Tenho certeza, vamos ter um dia de funcionamento dos serviços públicos de Saúde, Educação, Segurança e a condição de também fazer suas manifestações dentro do estado democrático de direito em que vivemos", afirmou, após participar de uma agenda na área de Segurança Pública.

A declaração mais contundente do socialista sobre o tema se referiu apenas aos servidores da área de Saúde e Segurança. "A gente tem claramente a convicção de que na Segurança e Saúde as pessoas que estão nas suas cargas horárias, nas suas escalas, têm que trabalhar. Não cabe ao governador fiscalizar quem está trabalhando. A gente tem certeza que os servidores públicos são responsáveis e vão garantir o atendimento ao cidadão", afirmou.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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