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Governo tem desafios para vencer no plenário

20 de abril de 2017

Mesmo com regras mais brandas do que as propostas originalmente, o número de deputados contrários à reforma da Previdência ainda continua maior do que o de favoráveis. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo na Câmara mostra que o governo Michel Temer ainda enfrenta resistência dos parlamentares. Até o início da noite de ontem, a reportagem ouviu 305 deputados, sendo que 150 disseram que vão votar contra o texto. Apenas 50 afirmaram estar dispostos a aprovar a reforma da Previdência da forma como está. Outros 77 não quiseram abrir o voto e 28 se declararam indecisos.

São necessários 308 votos a favor para aprovação no plenário da Câmara, o equivalente a três quintos dos 513 deputados. A reforma da Previdência, principal aposta do governo para colocar a economia brasileira nos trilhos, só deve ser colocada em votação no plenário da Câmara na terceira semana de maio, depois de aprovada na comissão especial. Para que as novas regras de concessão de aposentadoria e pensões comecem a valer, a reforma da Previdência precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e em dois turnos no Senado.

A reportagem começou a ouvir os deputados, nesta segunda rodada do Placar da Previdência, logo após o anúncio pelo relator da reforma, Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), da flexibilização em sete pontos do projeto enviado pelo governo.

O governo não tem a garantia sobre a obtenção dos votos nem no primeiro “teste de fogo”, a aprovação na comissão especial. O grupo formado por 36 deputados ainda está muito dividido: 14 afirmaram que vão votar a favor; 13 se declararam contrários; sete parlamentares não quiseram abrir o voto, e apenas um se disse ainda indeciso.

O início da votação do parecer comissão especial que avalia a proposta na Câmara foi adiado para o dia 2 de maio, o que atrasa em uma semana o cronograma previsto pelo governo para a tramitação da proposta.

A primeira rodada do Placar da Previdência, antes do parecer do relator, apontou 276 votos contrários à reforma e 100 favoráveis mesmo que parcialmente. Outros 64 deputados não quiseram responder e 35 se declararam indecisos. A reportagem não conseguiu encontrar 36 parlamentares.

O relator da reforma da Previdência avaliou que o fato de a votação de seu relatório ter sido marcada para o dia 2 de maio, depois do feriado do Dia do Trabalhador, não representa um risco. Nessa data, estão previstos protestos em todo o país contra a reforma. “Mas o protesto vai ser dentro da Comissão?”, ironizou

Ele avaliou como favorável o acordo fechado entre as lideranças governistas e a oposição para o início da votação no dia 2 de maio, sem obstrução até lá. “Desde quando fazer acordo é derrota? É uma acordo favorável para votar a PEC”, disse.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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