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Reunião na Páscoa para fechar Previdência

17 de abril de 2017

Às vésperas da apresentação do relatório da reforma da Previdência, que acontece amanhã, o presidente Michel Temer recebeu ontem à noite, no Palácio da Alvorada, ministros, técnicos do governo e líderes da base aliada para discutir as mudanças estudadas pelo relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS?BA). O governo já concordou com flexibilizações em cinco pontos da reforma, mas a equipe econômica diz que a “espinha dorsal” da proposta será mantida.

Maia afirmou que a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres “continua sendo o ponto mais alto da PEC”. “Nós pretendemos que assim permaneça, como está na PEC”, disse, após reunir?se com Temer. Ao longo do feriado de Páscoa, técnicos se debruçaram sobre o texto proposto pelo relator para acertar detalhes e calcular os impactos sobre a economia que havia sido estimada inicialmente. Desde o início da semana, técnicos e ministros do governo Temer vinham se reunindo diariamente para discutir as mudanças nos pontos anunciados: regra de transição, aposentadoria rural, Benefício de Prestação Continuada (BPC), pensões e aposentadorias especiais de professores e policiais.

Ao chegar à reunião, o presidente da comissão especial da reforma na Câmara, deputado Carlos Marun (PMDB?MS), afirmou que já há uma série de “conceitos estabelecidos”, mas ainda restam dúvidas sobre pontos específicos. “Só saberemos isso no relatório”, disse. A leitura do parecer está prevista para amanhã, mas a votação do texto no colegiado deve ocorrer na semana que vem.

Marun negou que a divulgação da lista de políticos alvos de inquérito após delação da Odebrecht afete a votação e disse que a determinação é “manter a velocidade” que já vinha sendo adotada. Antes da apresentação do texto, terça?feira, Temer deve oferecer um café da manhã para que os líderes da base conheçam o relatório. A expectativa é que o trabalho dos técnicos continue hoje. Temer admite cortar cargos e retirar ministérios de partidos que se mostrarem intransigentes no apoio da reforma. O Planalto está mapeando votos e checando resistências.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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