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Governo cogita proteção trabalhista
5 de abril de 2017O presidente Michel Temer afirmou, ontem, que o projeto que amplia a terceirização do trabalho é "de uma simplicidade extraordinária".
Temer voltou a afirmar que, se necessário, o governo criará "salvaguardas" para proteger direitos trabalhistas relacionados à terceirização, mas, por enquanto, não parece haver necessidade.
"Quando me falaram da terceirização, achava que era uma coisa complicadíssima. Mas é de uma leveza, de uma simplicidade extraordinária. Aliás, ele não trata exatamente da terceirização. Em primeiro lugar, ele trata do trabalho temporário. Só lá no finzinho é que vai tratar da terceirização", afirmou Temer, em rápida entrevista após pronunciamento à imprensa durante visita à Laad 2017, feira de negócios do setor de defesa, no Rio de Janeiro.
"Se houver necessidade de uma salvaguarda, além daquelas que já estão no texto da lei, nós faremos. Temos a reforma trabalhista pela frente. Pelo que eu pude verificar no exame do projeto, não verifiquei necessidade, mas se houver, nós faremos. O que queremos é modernizar toda a legislação trabalhista de modo a ampliar cada vez mais o emprego", completou o presidente.
Temer começou o pronunciamento à imprensa afirmando que a economia brasileira já está retomando a confiança. Segundo o presidente, a recuperação do emprego virá após um período de ocupação da capacidade ociosa da indústria.
"Evidentemente, que toda vez que se fala nesse tema (da confiança) há uma preocupação em torno do desemprego, mas, embora haja muito desemprego, há uma capacidade ociosa das indústrias. Num primeiro momento, o que há é um aproveitamento da capacidade ociosa e, na sequência, em face da credibilidade e restauração da confiança, há o emprego", disse, mencionando o saldo positivo de 35 mil empregos formais em fevereiro como um "primeiro respiro".
Existem hoje 13,5 milhões de desempregados no Brasil. Apesar do respiro em fevereiro, os número do IBGE mostram crescimento do desemprego em março.
Temer disse ainda que o governo está tomando medidas para entregar um País "mais modernizado" em 2018, com responsabilidade fiscal e reformas como o teto dos gastos, reforma do ensino médio, modernização da legislação trabalhista e da Previdência. "Sobre essa (Previdência), quero dizer que vamos fazer adequações compatíveis com aquilo que o Congresso está pensando", afirmou o presidente.
REFORMA
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, apresentou ontem a investidores e executivos, em São Paulo, a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) para os próximos anos. "A nossa expectativa é que, fazendo todas as reformas necessárias, teremos algo entre 3,5% e 4% de crescimento do potencial do PIB, aquilo que o País é capaz de crescer sem inflação. Falamos de um crescimento médio nos próximos anos com todas as reformas feitas, a boa notícia é que esperamos concluir essas reformas todas ainda em 2017", afirmou.
Meirelles participou do Brazil Investiment Forum com o tema Perspectivas na Economia em 2017 e Reformas Recentes.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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