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Sem qualquer distinção entre homem e mulher

4 de abril de 2017

O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), pretende apresentar amanhã o parecer com idade mínima de 65 anos para aposentadoria, sem diferenciar homens e mulheres. “Em relação à idade mínima de 65 anos, antecipo que não pretendo mudar isso no meu relatório. Esse é o ponto mais importante da medida”, disse o deputado federal.

O parlamentar também apresentará uma alternativa às regras de transição da proposta original e defende que sejam considerados tanto a idade quanto o tempo de contribuição. O texto enviado pelo Executivo considera exclusivamente a idade: prevê um pedágio de 50% do tempo que falta para a aposentadoria de mulheres a partir de 45 anos e de homens a partir de 50 anos. Para quem estiver abaixo disso, segundo a proposta do presidente Michel Temer, as novas regras valem de forma integral. “Nós estamos avançando para um critério novo, que não posso detalhar. O básico para uma nova fase de transição é conciliar dois fatores: idade mínima e tempo de contribuição”, afirmou o relator.

Maia disse que, até a próxima semana, quer se reunir com as bancadas de partidos da base aliada na Câmara dos Deputados para ouvir as sugestões dos parlamentares. Ele disse, ainda, que pretende se reunir com partidos da oposição que demonstrarem interesse em um encontro. Segundo ele, isso só aconteceu, por enquanto, com o PSol.

Depois de reunião no Palácio do Planalto, Maia foi questionado sobre as alterações ao texto e disse que elas dependem mais do Legislativo do que do Executivo. “As alterações na proposta dependem menos do governo federal e mais das bancadas parlamentares que serão ouvidas”.

Parlamentares da base aliada – inclusive do PMDB de Michel Temer- reclamam de diversos pontos da proposta enviada pelo governo. Entre os pedidos, estão a flexibilização das regras da aposentadoria rural e do BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos ou pessoas com deficiência de baixa renda.

Outro ponto que gera reclamação de deputados é a proibição do acúmulo de aposentadoria e pensão. Há sugestões para permitir o acúmulo, desde que ele não ultrapasse o teto do INSS. Maia evitou dar prazos para aprovação na comissão e disse que dependerá da presidência do colegiado, ocupada pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS).  

O peemedebista disse na última sexta-feira, que a aprovação deverá ocorrer na segunda quinzena do mês de abril. “Eu não quero comemorar o Dia do Trabalhador sem isso estar aprovado”. (Da redação com agência Estado)

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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