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Semana decisiva para governo e PM

13 de fevereiro de 2017

Acusado pela oposição de não assumir, como fazia Eduardo Campos, a responsabilidade pelo combate à violência, o governador Paulo Câmara (PSB) realiza um ato simbólico hoje, mesmo dia em que começam as audiências públicas para debater a proposta de reajuste dos Policiais Militares na Assembleia Legislativa. O socialista marcou para hoje, às 15h, reunião com prefeitos e Secretários de Segurança da Região Metropolitana sobre o Pacto Pela Vida, no Palácio do Campo das Princesas. O aliado e prefeito do Recife, Geraldo Julio, confirmou participação.

Na reunião, o governador deverá pedir ajuda e cobrar responsabilidade dos gestores públicos eleitos ou reeleitos em 2016. O socialista parece esperar dividir responsabilidades com os novos gestores. Paulo Câmara vai destacar a importância de envolver os municípios na questão da segurança, adotando ações integradas que ajudem a combater a criminalidade, a exemplo de iluminação, mapeamento e desativação de terrenos baldios, projetos sociais em comunidades vulneráveis e ordenamento urbano.

A data do encontro não é aleatória, uma vez que, também hoje, começam as audiências públicas para debate da proposta do reajuste dos Policiais Militares na Assembleia Legislativa. As associações prometem mobilizar policiais para lotar as galerias da Alepe durante a apreciação do texto, nestas segunda e terçafeiras.

A aposta do Executivo é que a tropa se alinhe aos benefícios avalizados por seus comandantes e enfraqueça o poder das associações, que o governo não reconhece como legitimadas para estar na mesa de negociação. A radicalização do movimento também tem como pano de fundo a disputa entre o deputado estadual Joel da Harpa (PTN), um dos cabeças da greve ocorrida em 2014, e o presidente da Associação de Cabos e Soldados, Albérisson Carlos (PSDB), pelo papel de líder da base militar. Ambos devem tentar vaga na Alepe em 2018.

Em Pernambuco, os PMs já paralisaram as atividades três vezes: em 1997, 2000 e 2014. Por lei, militares são impedidos de se sindicalizar e fazer greve. O movimento ensaiou uma greve no final de 2016. O governo, então, prendeu líderes militares e conseguiu na Justiça multas pesadas contras as associações. A retirada da mesa de negociação deixou as entidades à margem do processo.

Pelas contas do Executivo estadual, o reajuste proposto representará um acréscimo de R$ 303 milhões na folha de pagamento de 2017. O aumento será parcelado. A proposta estabelece as correções para os meses de maio de 2017, abril de 2018 e dezembro de 2018. Com isso, o soldo de um soldado passaria dos atuais R$ 3.219,88 para R$ 4.104,88 em dezembro de 2018. No topo da carreira, o soldo de um coronel PM passaria de R$ 16.576,08 para R$ 23.238,00.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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