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Militares reagem à proposta de reajuste
4 de fevereiro de 2017Policiais militares e bombeiros receberão parcelado em três vezes, até dezembro de 2018, o reajuste anunciado ontem pelo governo Paulo Câmara (PSB) para tentar conter o movimento da categoria. A primeira parcela vale a partir de maio. As próximas serão em abril e dezembro de 2018. No fim, os reajustes vão variar entre 20,79% e 41,37%, dependendo da patente. Os valores, porém, vão incorporar aos salários benefícios como as gratificações de defesa social e auxíliotransporte, o que reduz os ganhos. A Associação de Cabos e Soldados (ACS) criticou o texto.
Para o governo, este é o maior acordo de valorização profissional da história de Pernambuco, apesar da crise financeira, representando um grande esforço financeiro para os cofres estaduais. O reajuste causará um impacto de R$ 303 milhões na folha de pagamento de 2017. Também serão criadas 300 novas vagas de subtenente (200 ainda este ano) e 18 vagas de coronel (12 até dezembro). Os coronéis terão reajuste de 40,19%, equiparando o salário ao dos delegados da Polícia Civil. O percentual será de 27,49% para soldados e de 21,73% para cabos.
Negociada entre o governo e os comandos da PM e do Corpo de Bombeiros, a proposta não chegou a ser apresentada previamente às associações militares, que perderam assento na mesa de negociação após ameaçarem entrar em greve no fim do ano passado. Segundo o governo, as entidades se negaram a conversar com os comandos e prometeu devolver a disciplina e a hierarquia à corporação.
Em um vídeo online, o presidente da Associação de Cabos e Soldados, Albérisson Carlos, classificou a proposta de "ridícula e absurda". Ele criticou a falta de isonomia com a Polícia Civil, a incorporação das gratificações e a previsão de não receber o reajuste na totalidade caso o militar venha a cometer alguma infração disciplinar, como esquecer de fazer a barba ou amarrar o coturno.
O projeto de lei deve chegar à Assembleia Legislativa na próxima segundafeira, 6, como adiantou o JC. Representante dos militares na Casa, o deputado Joel da Harpa (PTN) disse acreditar que a categoria não aceitará a proposta, porque ela ficou muito aquém daquela que era pleiteada. "O governo vai jogar a responsabilidade para esta Casa, que não pode mudar o texto, que envolve matéria financeira, mas pode rejeitar. Ou a própria base pode pressionar o governo a mudar alguma coisa", sinalizou. O governo, porém, tem ampla maioria no Legislativo e não deve ter problemas para aprovar a proposta.
Aprovar o texto será o primeiro teste do novo líder do governo, Isaltino Nascimento (PSB). Para ele, a matéria terá celeridade e contempla o interesse da categoria. "O reajuste médio é maior do que o concedido à maioria dos servidores e estabelece uma carreira, o que é uma conquista", defendeu. Ele também fez um apelo para que o interesse público seja colocado em primeiro lugar.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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