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Comércio aponta reforma tributária como prioridade
2 de fevereiro de 2017Após mais um tombo econômico registrado no Brasil em 2016, na qual o comércio varejista foi um dos setores mais atingidos, o empresariado e os entidades de fomento se concentram agora em reunir forças para que o impacto negativo neste ano seja menor. A recuperação, aponta o setor, deve começar por uma ampla reforma tributária que impeça a economia combalida de sofrer novos reveses com a pesada carga de impostos brasileiros.
A reabilitação financeira do setor vai requerer esforço em conjunto, na avaliação de empresários, dirigentes de órgãos do setor e economistas. Ontem, durante o Fórum de Debates Cenários Econômicos para 2017, realizado pelo Instituto Fecomércio?PE, foi discutida a Agenda do Comércio para este ano e o discurso é de que o governo precisa fazer o dever de casa.
“O sistema tributário brasileiro caducou. Ele se baseia, ao contrário de muitos países, em imposto indireto, que incide mais sobre o setor produtivo. O debate precisa se estender à composição da carga tributária, não apenas à quantidade de tributos, desonerando mais quem produz e emprega. Este é um dos caminhos para a recuperação econômica de Pernambuco e do restante do país”, defendeu a economista Tânia Bacelar.
No documento, que além de esboçar o contexto econômico no último ano em Pernambuco e no país com sucessivos índices de queda de vendas de vários segmentos, a classe ligada ao comércio de bens e serviços defende ações emergenciais para voltar a ser protagonista na economia. Nesse contexto, o esforço deve ocorrer, segundo os analistas, com os governos federal, estadual e municipal.
Além da reforma tributária, as propostas englobam o equilíbrio do câmbio, apoio às cadeias produtivas, facilidades de acesso ao crédito, controle da inflação e redução das taxas de juros, diminuição da burocracia, gestão transparente e informatizada, segurança ostensiva em grandes áreas de comércio, ações contra a seca, captação de recursos para reduzir o déficit de moradia e combate ao comércio ilegal.
Em contrapartida, a opinião entre o empresariado é unânime no sentido de investir em inovação e ferramentas de mercado, aprimorar os modelos de negócio e planejamento estratégico, fomentar a qualificação de gestores e da mão de obra e fortalecer ações de associativismo e cooperativismo com apoio técnico das três esferas da administração pública.
O presidente do Sistema Fecomércio?PE, Josias Albuquerque, reiterou que o setor de comércio e serviços dialoga com a indústria no desafio de retomar o crescimento econômico. “Vamos levar esta agenda ao governo do estado e prefeituras para que conheçam as prioridades do setor e, juntos, possamos criar alternativas para retomar o fortalecimento da economia de Pernambuco”, pontuou.
Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco
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