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Especialista em finanças diz ser possível sair do vermelho

17 de outubro de 2016

Este mês foi o aniversário do marido da biomédica Zélia Revoredo. Diferente dos festões que costumavam embalar a data na casa do casal, este ano, o orçamento apertado só deu para bancar a conta do bolo com refrigerante. De convidados, somente a família e os amigos mais próximos. Para quem sempre gostou de cozinhar, agradar os de casa e fazer mimos a sobrinha, a situação econômica atual é – de longe – bastante frustrante. 

E, infelizmente, de uns tempos para cá, com o aperto da crise econômica, o hábito da família Revoredo teve que sofrer algumas mudanças. A principal delas ficou sob a responsabilidade de Zélia: adotar métodos eficazes para reduzir os gastos, conseguir pagar as contas e seguir no azul. Mas a biomédica mão está sozinha neste barco. Pelo contrário, ela integra o universo de 45% dos brasileiros que, com a recessão, enfrentam a mesma dificuldade, segundo dados recentes do relatório da empresa de pesquisa de mercados GfK. 

A boa notícia é que, mesmo nessas situações, é possível ter jogo de cintura e reverter o jogo. O primeiro passo é não se desesperar e voltar os olhos o orçamento familiar. “O ideal é chegar ao equilíbrio entre o que se ganha e os gastos”, indica o analista financeiro, Roberto Ferreira, que emenda: “o relatório de tudo que entra e sai tem que ser diário. É fundamental se planejar”. 

Por isso que Zélia e a família tem uma política de ‘economia total’. Na hora do banho, todo cuidado é pouco para não desperdiçar água. Quando sai de um cômodo, é obrigatório desligar a luz. Lavar roupa, só no modo econômico e com água do poço. Iluminação externa é a partir de energia solar. Passar ferro em roupas, apenas em ocasião especial. “Além dessas reduções que ajudam, eu pego meu salário e já destino para cada despesa – desde comida às contas”, conta Zélia. 

Na perspectiva do especialista Ferreira, Zélia faz muito bem. Mas alerta aos outros: “não adianta saber tudo na teoria e não colocar em prática”. Para isso, ele insiste que é preciso se organizar e fazer uma lista de despesas. “Depois de ordenar uma lista de prioridades e despesas fixas (como contas e tudo aquilo indispensável) e despesas variáveis obrigatórias (como alimentação), o que sobrar pode ser gasto com supérfluos”, aconselha.

Fonte: Fonte: Folha de Pernambuco

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