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Serra: recuo do IPCA permitirá cortar juros
17 de outubro de 2016O ministro das Relações Exteriores, José Serra, disse ontem que haverá redução de juros no País nos próximos meses. A declaração foi dada em Goa, na Índia, onde Serra participou com o presidente Michel Temer da cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Segundo ele, o corte da taxa Selic ocorrerá diante da evolução na situação no Brasil, especialmente com a retração da inflação. Esta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne para definir os rumos da taxa de juros.
"Acho que cabe, sim, reduzir os juros nos próximos meses. Vai acontecer isso, dada as condições atuais de retração da inflação, e, inclusive em alguns casos, como o da Petrobras, de redução de preços", afirmou. Serra insistiu que a prioridade agora é atrair investimentos ¬ o que ficou bastante evidente durante a participação do governo brasileiro na cúpula.
"Fixada uma rota para o equilíbrio fiscal, que é o que o governo está adotando agora, a recuperação da área social, que foi muito estragada pela contração da economia, temos que atrair investimentos, que é o que vai gerar mais empregos, mais receitas governamentais", afirmou.
Como exemplo desse esforço, Serra citou o acordo de cooperação e facilitação de investimento, que será assinado com a Índia hoje (17), durante uma reunião bilateral entre Michel Temer e o primeiro¬ministro indiano, Narendra Modi.
O ministro disse ainda que as expectativas internas e externas são uma condição para o investimento ¬ e que a proposta de emenda à Constituição que coloca um teto nos gastos federais pelos próximos 20 anos, e que foi aprovada em primeiro turno na Câmara na última semana, ajuda a melhorar esse cenário. Serra afirmou que, "no atacado", a medida é positiva, sobretudo do ponto de vista da política fiscal e das expectativas dos agentes econômicos.
"Mas elas [as expectativas por si só não bastam. É preciso se ter outras condições, inclusive de financiamento, de abertura de comércio, para que haja crescimento e aí se consiga o equilíbrio."
VIAGENS
Serra disse que a grande quantidade de viagens internacionais feitas por Temer desde que assumiu, de fato, a Presidência, em 31 de agosto, tendem a passar uma mensagem da abertura política e econômica do Brasil.
"São questões simbólicas, mas que têm uma importância enorme, inclusive do ponto de vista de investimento de oportunidade do empresariado", afirmou, acrescentando que as viagens aumentam o peso do Brasil na economia e na política internacional.
"Boa parte da credibilidade vem do conhecimento. É importante que se saiba o que está se fazendo, as possibilidades, as intenções", concluiu.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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