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Bancários reagem à ação da OAB-PE
1 de outubro de 2016O Sindicato dos Bancários de Pernambuco convocou uma coletiva de imprensa, ontem, para afirmar que é equivocado o pedido de aumento da multa diária e de prisão da presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, feito pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Seccional Pernambuco (OAB-PE), por desrespeito a liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determina a abertura de bancos para pagamento de alvarás durante a greve.
A OAB-PE entrou com o pedido por entender que a entidade sindical não cumpriu com a determinação judicial de garantir quantidade mínima de funcionários em atendimento nos caixas durante a greve da categoria. O TRT informou que a OAB-PE e o Sindicato dos Bancários devem procurar a 11ª Vara do Trabalho para tentativa de acordo.
Em audiência de conciliação entre a OAB e os bancários, ficou acordado que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal abririam suas agências nos tribunais para pagamento exclusivo dos alvarás. Porém, como a Caixa não cumpriu o acordo a categoria decidiu, em assembleia, que não cabe ao sindicato convocar os trabalhadores em greve. "Não houve apreciação do pedido ainda. Sendo deferido, o sindicato vai entrar com recurso cabível. Estamos aguardando o posicionamento da Justiça. Eu entendo o pedido de prisão como um equívoco por não conhecer bem a realidade. Não existe subordinação dos funcionários ao sindicato, não há poder de sanção no caso de descumprimento. Sindicato não pode intimar ninguém a trabalhar", afirma o assessor jurídico Gustavo Henrique Gomes.
Para a presidente do sindicato, o pedido de prisão foi uma surpresa. "Entendemos que o movimento de greve é legítimo e quem tem a gestão das agências, são os bancos. Quem define o horário e quais bancários vão trabalhar onde, não é o sindicato. A OAB deveria acionar os bancos, não o sindicato", avalia Suzineide Rodrigues.
De acordo com o sindicato, existem hoje 625 agências no Estado e aproximadamente 90% do total, estão fechadas por causa da mobilização. O principal pleito da categoria é o aumento de 14,78%. Em recentes rodadas de negociações, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) tem oferecido reajuste de 7%, o que vem sendo rejeitado. Uma assembleia está marcada para às 18h da próxima segunda-feira (03), mas o fim da mobilização não está em pauta.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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