Marca SINDIFISCO Sindicato do Grupo Ocupacional Administração Tributária do Estado de Pernambuco

Notícias

BC sinaliza corte de juros

28 de setembro de 2016

Após atrelar o corte da taxa básica de juros ao andamento das reformas na área fiscal e à queda da inflação, o Banco Central (BC) mudou o discurso para indicar que os juros vão cair ainda neste ano, mesmo que os progressos nessas áreas sejam pequenos.

Analistas do mercado financeiro esperam um primeiro corte na reunião do Copom do BC de 19 de outubro.

Ontem, a instituição divulgou um dos seus documentos mais importantes, o Relatório Trimestral de Inflação, em que analisa o cenário econômico, o comportamento da inflação e suas projeções para os próximos anos.

Segundo o BC, a inflação pode chegar a 4,4% no próximo ano, ligeiramente abaixo do centro da meta oficial, de 4,5%, se a taxa básica de juros ficar nos atuais 14,25% ao ano. Nesse cenário, a inflação cairia para 3,8% em 2018.

O BC prevê que, se os juros baixarem para 11% até o fim de 2017, como espera o mercado, e o dólar não passar de R$ 3,50, dá para chegar a uma inflação abaixo de 5% no próximo ano e de 4,5% no seguinte. Situação que o relatório do BC indicou como aceitável.

Apesar de ter reiterado sua promessa de levar a inflação dos atuais 9% para 4,5% até o fim de 2017, o Banco Central diz que precisa olhar também para períodos mais longos, um sinal de que poderá permitir uma inflação um pouco mais alta no próximo ano.

Em seus últimos comunicados, o BC manteve um discurso mais racional sobre como tomaria decisões sobre juros, olhando a inflação e o andamento das reformas fiscais. Agora, diz que toma suas decisões com base em avaliações subjetivas, embora calcadas em evidências sólidas. Para Luiz Eduardo Portella, sócio da corretora Modal Asset, as projeções do BC indicam que a redução dos juros começará em outubro. "O BC deixou claro que está olhando os próximos dois anos", afirmou. Ele acha que a taxa básica cairá 0,50 ponto percentual em outubro.

Julio Hegedus, economista da consultoria Lopes Filho, considerou as projeções do BC ambiciosas. "Acho que ele teria que se manter cauteloso".

 

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

Notícias