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Economia vive seu pior triênio

20 de setembro de 2016

A economia brasileira vive de 2014 a 2016 o pior triênio de sua história, disse ontem o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), José Roriz Coelho. A declaração foi dada durante palestra de abertura do seminário "Perspectivas para a Economia Brasileira nos Próximos Anos", realizado na sede da entidade.

De acordo com ele, a crise do período é decorrente do descontrole fiscal, que levou ao aumento da taxa de juros, escalada da dívida, inflação elevada e desemprego. "De 2001 a 2015, as despesas do governo cresceram três vezes mais que o PIB. A carga tributária chegou a seu limite e não há mais como aumentar impostos", disse o executivo da Fiesp.

Para ele, o que se espera para os próximos dez anos é que não haja alteração na estrutura do gasto. "Mesmo com aumento da carga tributária, para 44,5% do PIB, o resultado primário seria negativo em 0,1%, o juro real subiria a 10% e a dívida pública chegaria em 167%. Se isso acontecesse, entraríamos em recuperação judicial", disse Roriz.

AJUSTE 
O ministro-¬chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que a retomada do crescimento econômico no Brasil é a solução "para tudo", mas destacou que os municípios, Estados e União terão que controlar seus gastos. Depois de participar no início da manhã em evento na BM&FBovespa, Padilha seguiu para uma apresentação no 2º Congresso Brasileiro da Indústria de Máquinas e Equipamentos, que ocorre na sede da Abimaq.

"Somos responsáveis pela inércia da cidadania. Distribuíram bondades de todo o jeito", disse Padilha. Segundo o ministro, é necessário agora convencer o cidadão a participar do ajuste. "Nunca houve no Brasil nada parecido com essa crise. É a maior recessão da nossa história", afirmou. Para Padilha, se a PEC do teto dos gastos públicos não for aprovada "não será possível para o País segurar o rojão". Padilha reiterou que as aprovações nas duas casas da PEC acontecerá ainda em 2016, para entrar em vigor na virada do ano.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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