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Piora projeção de inflação

30 de agosto de 2016

O relatório semanal Focus, feito semanalmente pelo Banco Central (BC) com analistas do mercado financeiro, piorou a previsão para a inflação deste ano e do próximo. A expectativa é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerre 2016 em 7,34% e 2017 em 5,14%. Por outro lado, as perspectivas para o desempenho da economia este ano e no próximo registraram leve melhora.

De acordo com o levantamento, a inflação deste ano deve ficar em 7,34%.

Na semana anterior, a perspectiva era de que a taxa ficasse em 7,31%. Se o IPCA de fato fechar 2016 neste patamar será a segunda vez seguida que ficará acima do teto da meta estabelecida pelo governo. O objetivo do BC é que a taxa este ano fique em 4,5%, podendo variar dois pontos para cima ou para baixo. Em 2015, a inflação ficou em 10,67%.

Para o ano que vem, a previsão passou de 5,12% na semana passada para 5,14%, voltando ao patamar de duas semanas atrás. A meta de inflação em 2017 também é de 4,5%, mas a variação tolerada é menor, de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Apesar da piora da expectativa de inflação deste ano, os analistas mantiveram inalterada, pela segunda semana seguida, a previsão para a taxa básica de juros em 13,75%.

Desde julho do ano passado, a Selic está em 14,25% ao ano. Para o ano que vem, a taxa foi elevada em 0,25 ponto percentual, para 11,25% ao ano.

EXPANSÃO
Já o Produto Interno Bruto (PIB) deve recuar menos este ano. O tombo previsto foi levemente amenizado, passando de 3,20%, na semana passada, para 3,16%, neste relatório.

No ano que vem, o desempenho da economia deve ser um pouco melhor: passando de 1,20% para 1,23%. Esta foi a segunda elevação consecutiva.

A cotação prevista para o dólar ao fim deste ano recuou um pouco: em vez de R$ 3,30 os analistas agora esperam R$ 3,29. Para o ano que vem, a cotação foi mantida em R$ 3,45.

A questão cambial está totalmente relacionada à inflação porque muitos dos insumos e produtos que o País consome são importados. Quando o dólar fica muito caro, portanto, há uma tendência grande de alta de preços ao consumidor.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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