Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Dólar sobe com incertezas

19 de agosto de 2016

O dólar teve ontem sua sexta alta consecutiva ante o real, dando continuidade ao movimento de recomposição de posições. A moeda americana chegou a cair pela manhã, mas ganhou fôlego e terminou o dia cotada a R$ 3,2381, com ganho de 1,02%.

O noticiário internacional repercutiu incertezas quanto à política monetária dos Estados Unidos e as condições econômicas na Europa. Ainda assim, o mercado brasileiro mostrou que o quadro fiscal persiste como importante preocupação, justificando uma postura mais cautelosa. Nesse contexto, a presença do Banco Central como comprador de moeda, agora com maior força, contribuiu para sustentar as cotações nos mercados à vista e futuro.

Em seis dias ininterruptos de alta, o dólar já ganhou 3,47% ante o real. A sequência coincide com a elevação da oferta diária de contratos de swap cambial reverso do Banco Central, iniciada no último dia 10, e declarações do presidente interino, Michel Temer, admitindo desconforto com a apreciação do câmbio.

No noticiário doméstico, o principal destaque foi a suspensão da votação da proposta de Emenda à Constituição que recria a Desvinculação de Receitas da União (DRU), marcada para a noite de ontem.

Negociada no maior patamar em quase dois anos, a Bovespa encontrou dificuldade para dar andamento aos ganhos recentes e terminou o pregão de ontem em leve queda. O fôlego também foi reduzido nos mercados acionários em Nova York, que mais cedo passavam por uma realização de lucros, mas fecharam com ganhos moderados, em virtude da valorização do petróleo. Os preços da commodity subiram pela sexta sessão seguida e, por aqui, limitaram o movimento de ajuste dos ganhos recentes.

No Ibovespa, as ações da Petrobras terminaram em alta de cerca de 1%. Além do fator técnico, pesa negativamente a cautela em relação à política monetária do Federal Reserve, depois do presidente da distrital de Nova York, William Dudley, mostrar confiança na recuperação da economia dos Estados Unidos e deixar os investidores alertas quanto à retomada do aperto monetário.

O Ibovespa terminou o pregão em queda de 0,27%, aos 59.166,01 pontos, depois de passar praticamente toda a sessão em território negativo. Mais cedo, chegou a perder o patamar dos 59 mil pontos, com mínima aos 58.829 pontos (¬0,83%) Já na máxima, chegou a subir 0,16%, aos 59.418 pontos, pontuação máxima do ano. O giro financeiro somou R$ 6,42 bilhões Em agosto, a Bolsa acumula alta de 3,24% e, no ano, tem ganho de 36,49%.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

Notícias