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Sem reforma, há risco para aposentadorias
13 de agosto de 2016O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, usou, ontem, o perfil da pasta em uma rede social para defender a reforma da Previdência, argumentando que os pagamentos das aposentadorias correm risco se não houver mudanças no atual modelo.
Ele repetiu que as alterações em estudo pelo governo não irão retirar direitos adquiridos pelos contribuintes. "A reforma da Previdência é indispensável para que o Brasil volte a ter confiança tanto no mercado interno quanto no mercado externo", disse Padilha no Facebook.
O ministro citou que o déficit previdenciário foi de R$ 86 bilhões no ano passado, deve ficar em R$ 146 bilhões neste ano e pode chegar a um patamar entre R$ 180 bilhões e R$ 200 bilhões em 2017.
"Isso não pode continuar, sob pena de não conseguir mais pagar a aposentadoria. Então tem que mudar para preservar, porque se não mudar não vai haver mais a garantia do recebimento da aposentadoria", enfatizou. A reforma da Previdência tem sido muito criticada pelos movimentos sindicais, que não querem mudanças de regras para os contribuintes que já estão no mercado de trabalho.
Segundo Padilha, no entanto, a proposta em estudo pelo governo preservará os direitos dos trabalhadores. "Ninguém perderá nenhum direito adquirido. Não precisa correr para o posto do INSS, todo mundo que tem o seu direito será preservado, não perderá absolutamente nada", completou.
Em outro vídeo na mesma página, Padilha disse que a renegociação das dívidas dos Estados com a União dará fôlego para que os governos estaduais enfrentem suas dificuldades. Pelo acordo, os entes ganharam uma carência de seis meses e pagarão parcelas mensais com desconto pelos 18 meses seguintes.
"Todo o valor que era pago para o governo federal está sendo postergado por até dois anos, então isso dá para os Estados um oxigênio nesse período. Em muitos Estados, esse valor é muito expressivo e dá condições a que este Estado possa enfrentar suas dificuldades momentâneas", disse o ministro.
"Como estamos vendo a confiança na economia sendo retomada neste momento, rapidamente as receitas devem começar a crescer e teremos condições dos Estados crescerem de novo", concluiu.
MULHERES
O presidente interino Michel Temer sabe que não que terá o apoio das centrais sindicais quando seu governo, caso seja confirmado o impeachment de Dilma Rousseff, enviar ao Congresso a proposta de reforma da Previdência. Ele prevê "uma luta feroz a ser enfrentada" antes mesmo antes das eleições de outubro, mas garante que projeto vai a voto assim que as negociações estiverem concluídas.
Apesar de não adiantar quais mudanças serão sugeridas no texto, ele se mostra a favor da mulher continuar se aposentando mais cedo que o homem, porém, com uma diferença de idade menor.
A declaração de Temer vem um dia depois da polêmica fala de seu ministro da Saúde, Ricardo Barros, de que os homens procuram menos serviço de saúde porque trabalham mais que as mulheres. "Sabidamente as mulheres hoje vivem mais que os homens, mas tem essa coisa da dupla, tríplice jornada. Na minha cabeça, tem que haver uma pequena diferença, se o homem se aposenta com 65 a mulher pode se aposentar com 62", disse em entrevista ao jornal Valor.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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