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Centrais reagem à reforma trabalhista
27 de julho de 2016Após um período de afastamento causado pelas opiniões divergentes em relação ao processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, as seis maiores centrais sindicais do Brasil voltaram a se aproximar. Reunidas em assembleia ontem, o grupo aprovou um documento único em que faz críticas a reformas propostas pelo presidente interino Michel Temer, e propõe medidas para a recuperação econômica. Entre os principais alvos estão as reformas da Previdência e trabalhista, preparadas pelo governo interino.
Segundo o documento, assinado pelos presidentes das seis centrais, os trabalhadores enfrentam dois desafios: o aumento do desemprego com redução de salários e o desmonte de políticas de inclusão social. Em relação à diminuição dos postos de trabalho, as centrais sindicais afirmaram que o governo não tem atuado para a solução do problema.
A instituição de uma idade mínima para adquirir o direito à aposentadoria e outras mudanças na Previdência foram classificadas como inaceitáveis. O grupo ainda teceu críticas à proposta de flexibilização das leis trabalhistas, que aumentaria a importância de acordos negociados entre patrões e empregados com a simplificação da legislação.
Para o deputado federal e presidente da Força Sindical, Paulinho (aliado de Temer), o mais importante do documento aprovado com unanimidade é a reunidade das centrais sindicais. A principal crítica do deputado foi à manutenção da taxa de juros acima de 14%. De acordo com o deputado, o governo já teve duas oportunidades para redução dos juros.
"Parece que o governo tem uma dívida com o sistema financeiro. Essa taxa de juros penaliza quem trabalha e quem produz", afirmou.
Paulinho, no entanto, afirmou que as divergências em relação ao governo entre as centrais permanecem, mas a questão do emprego é mais importante. " Continuamos apoiando [O , mas não podemos bater palma para tudo de errado que sai de lá."
Entre as medidas propostas no documento, está a redução da taxa de juros e da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários, além da retomada do investimento público. A unificação de propostas representa uma mudança em relação à postura das centrais sindicais.
Logo após assumir a presidência interina, Michel Temer convocou uma reunião com as centrais sindicais, mas apenas as quatro que apoiaram o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff compareceram: Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST). A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), próximas à presidente Dilma, recusaram o convite.
Segundo Nivaldo Santana, vice-presidente da CTB, a reaproximação é obrigação das centrais devido às propostas de mudança na Previdência e nas leis trabalhistas
"Nós vivemos num período de grande turbulência, é natural que o movimento tenha opiniões distintas. Mas para defender emprego, Previdência e leis trabalhistas, as centrais têm obrigação de estarem unidos. Essa questão prepondera" disse.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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