Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

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Cargas paradas em Suape

22 de julho de 2016

Em uma semana de paralisação dos auditores e analistas da Receita Federal, completados ontem, os prejuízos se acumulam nos portos nacionais. Em Suape, o quantitativo de fiscalizações pendentes no porto pulou de 50 para 300, desde a última quinta-feira. O tamanho do problema pode ser entendido melhor se considerarmos que cada uma dessas 300 cargas pode ser composta por um ou mais contêineres.

Embora o Terminal de Contêineres (Tecon) tenha informado que as suas operações em Suape estão transcorrendo normalmente, os auditores dizem que os produtos estão presos na alfândega, em grande parte matérias-primas e equipamentos que seguiriam para as empresas do Estado. Entre esses itens há, inclusive, matérias-primas para a fábrica da Jeep, em Goiana. “Apenas algumas exceções como perecíveis e remédios estão sendo liberadas”, disse o presidente do Sindifisco Nacional em Pernambuco, Luis Carlos de Queiroz.

Por enquanto, a Assessoria de Imprensa da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), à qual pertence a fábrica da Jeep, disse que não houve prejuízos à produção porque a empresa trabalha com um planejamento de longo prazo. Entretanto, a continuidade da greve pode agravar as perdas para os setores produtivos. Na próxima terça-feira, os auditores programam operação padrão na alfândega de Suape, o que deve atrapalhar ainda mais a situação na aduana.

O trânsito de cargas nos Aeroporto Internacional dos Guararapes também está atrasado. Em todo o País, a greve têm causado transtornos nos portos, aeroportos e fronteiras. No Porto de Santos, maior do País, quatro mil contêineres estão parados, um prejuízo de R$ 200 milhões. Os auditores e analistas fiscais reivindicam ganho salarial de 21,3% dividido em quatro anos (cerca de 5% ao ano).

Fonte: Fonte: Folha de Pernambuco

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