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Ajuste fiscal pode reduzir carga tributária

1 de julho de 2016

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou ontem que, após a conclusão do ajuste fiscal, será possível reduzir a carga tributária do país. Ele ressaltou que o governo está tomando medidas para a reestruturação fiscal, mas não deixou claro quando seria a conclusão desse processo. “É papel do governo garantir uma moeda estável (…) e ter capacidade de administrar finanças públicas”, disse. “Arrecadar apenas o necessário, com carga tributária que seja decrescida após o ajuste fiscal”, afirmou.

Meirelles afirmou que a atividade econômica já começa a dar sinais de recuperação. A explicação, segundo ele, são as elevações nos índices de confiança, que “antecedem a mudança”. O ministro afirmou que, com a aprovação de medidas, como o estabelecimento de um teto para o gasto público, a economia “certamente” voltará a crescer. “Teto do gasto trará previsibilidade nos próximos anos”, disse, lembrando que o governo também obteve avanço grande na negociação com os estados Meirelles disse ainda que a eficiência no comércio é essencial para o país, dada a importância do setor para a economia.

Segundo o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, para ser fundamentada essa base é preciso da consolidação fiscal no país. “A estabilização fiscal do país e retomada do crescimento são dois movimentos que precisam ocorrer concomitantemente”, disse. Ele afirmou que nenhum país conseguiu se desenvolver sem a estabilidade macroeconômica e sem o reconhecimento do setor privado. “Estamos trabalhando de maneira bastante firme e dedicada”, afirmou, citando as matérias econômicas aprovadas no Congresso, como a Desvinculação das Receitas da União (DRU) e o projeto de lei que regulamenta as estatais.

Dyogo afirmou que as estimativas da inflação estão caindo e apontam que em 2017 já poderemos atingir o centro da meta. “Isso trará espaço para que haja uma política monetária com o nível de inflação mais baixa”, disse, destacando ainda a queda no risco Brasil e índices que mostram a retomada da confiança.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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