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Planejamento erra nos cálculos

15 de junho de 2016

O erro do Ministério do Planejamento ao calcular o impacto do reajuste dos servidores públicos causará uma diferença de R$ 14,8 bilhões às contas do Governo Federal. O aumento aprovado pela Câmara dos Deputados, no último dia 2, entre 2016 e 2018, havia sido de R$ 52,9 bilhões, mas, com o recálculo, passou para R$ 67,7 bilhões. O cálculo foi refeito após questionamento do jornal “Valor Econômico”. A ampliação do reajuste não deve atingir, diretamente, a população brasileira, de acordo com economistas. Indiretamente, entretanto, pode afetar investimentos em andamento nos estados.

Em nota, o Ministério do Planejamento afirmou que “mesmo com essa correção, o impacto dos reajustes sobre a folha primária projetada para o período 2016-2018, considerados os seus efeitos anualizados, está abaixo da inflação esperada para o mesmo período”. No entanto, a economista Amanda Aires analisa que, provavelmente, o Governo Federal terá que cortar gastos em outros setores, como infra-estrutura, já que saúde, educação e segurança estão na lista de investimentos prioritários. Diretamente, ela avalia que não vai afetar o consumidor. “Esse erro de cálculo não deve levar ao aumento de impostos, por exemplo, mas, indiretamente, pode acabar prejudicando alguma obra pública federal que esteja acontecendo em algum município”, diz.

Segundo o Planejamento, na tabela divulgada no começo deste mês, “houve erro técnico na apuração dos impactos decorrentes dos reajustes concedidos no período 2017-2018”. No entanto, não houve mudança em relação à estimativa para 2016, que continua sendo de R$ 7 bilhões. “As informações divulgadas deixaram de computar parte do efeito das anualizações dos reajustes concedidos nos anos anteriores. Desta maneira, os valores apresentados para 2017 e 2018 estavam subestimados”, informou o ministério em nota. Para 2017, a despesa extra passa de R$ 19,4 bilhões para R$ 25,2 bilhões. Para 2018, de R$ 26,5 bilhões para R$ 35,6 bilhões. A maior parte do erro se refere ao Poder Executivo, cujo custo nesses três anos foi recalculado de R$ 39,8 bilhões para R$ 51,1 bilhões.

Para o Judiciário, a estimativa passou de R$ 8,4 bilhões para R$ 11,5 bilhões. A revisão deve dificultar ainda mais a aprovação dos projetos de lei que aumentam salários, ao conceder aumento para os ministros do STF, de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil.

Fonte: Fonte: Folha de Pernambuco

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