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Crescimento ficou acima do esperado pelo mercado

7 de maio de 2016

A inflação em abril veio acima do projetado pelo mercado financeiro. A mediana das expectativas de analistas consultados pelo Banco Central (BC) previa uma alta de 0,53%. E, em maio, o indicador também não deve mostrar sinal de arrefecimento, segundo prevê o diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros. Para o próximo mês, ele espera um IPCA de 0,65%. “É um reflexo da mudança de metodologia de apuração dos gastos com empregado doméstico, a elevação do preço de cigarros e também alimentação no domicílio mais pressionada”, avaliou.

Com o resultado, o IPCA em 12 meses recuou 0,11 ponto percentual na comparação com o acumulado no mesmo período terminado em março, de 9,39%. A desaceleração foi inferior à média dos últimos dois meses, de 0,66 ponto percentual. Diante desse movimento de freio na carestia, analistas acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC vai postergar o corte na taxa básica de juros (Selic), que poderia ocorrer na próxima reunião, em junho.

“Tudo indica que a taxa vai se manter nos 14,25% ao ano. O colegiado é bastante conservador em termos de alteração. Mas o que ninguém duvida é que a inflação assumiu uma trajetória de queda”, avaliou o economista-sênior da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fabio Bentes. Na avaliação dele, o custo de vida está caindo justamente pela queda do nível de atividade. O principal sinal do arrefecimento é a perda de força da inflação de serviços que, em abril, cresceu 7,4% em 12 meses. É a menor taxa desde novembro de 2010, quando a taxa crescia ao mesmo ritmo. (Do Correio Braziliense)

Fonte: Diario de Pernambuco

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