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Paulo e secretários avaliam crise

30 de abril de 2016

O governador Paulo Câmara (PSB) faz na manhã de hoje, no Palácio do Campo das Princesas, das 9h às 12h, a primeira reunião do ano com seu secretariado. Na pauta, segundo assessores, estarão os gastos do quadrimestre e os ajustes que serão feitos no orçamento para comportar as novas demandas, como o acréscimo na folha de pagamento da Polícia Militar, com as concessões anunciadas esta semana e que dissolveram a ameaça de greve da tropa.

Em vez do reajuste salarial de 25% pleiteado pelos militares, o governo liberou auxílios para compra de fardamento e transporte, gerando um aumento de 4,56% a 17,24% no pagamento dos militares. Em época de crise, com problemas na arrecadação, é hora agora de fazer remanejamentos para equilibrar a receita esperada com as novas despesas.

No dia em que fechou acordo com os policiais, o governador lembrou estar muito próximo do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. "Não há caixa para pagar um reajuste de 25%. A dificuldade financeira do Estado brasileiro é muito grande", afirmou. A crise é pesada, assim como os problemas em áreas essenciais, como a própria segurança pública e a saúde. O Pacto pela Vida, herdado do governo anterior, já não apresenta resultados tão positivos. O número de homicídios voltou a subir. E a nova rede de saúde, construída na gestão Eduardo Campos, também sofre os efeitos negativos, com fechamento de leitos, superlotação e atrasos no repasse de recursos às organizações sociais. Paulo Câmara reconhece os problemas da saúde, mas alega que enquanto a situação financeira não melhorar, não poderá ampliar serviços. A pressão na área e as epidemias causadas por zika vírus, dengue, chicungunha e microcefalia já forçaram a liberação de verba suplementar e autorização para contratação de mais de dois mil profissionais.

A reunião de hoje será fechada à imprensa. Ao final, às 12h, uma entrevista coletiva será concedida no Palácio.

Fonte: Jornal do Commercio

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