Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Calendário até o final deste mês

7 de abril de 2016

O calendário de pagameto dos funcionários do Estado para além do primeiro quadrimestre deve ser definido no final deste mês, informou ontem o governador Paulo Câmara (PSB) que, garantiu não atrasar as remunerações. "Os servidores podem ter certeza de que o trabalho do governo é para manter em dia os salários", afirmou, respondendo a rumores de que em dois meses o Estado poderia atrasar ou parcelar a liberação dos vencimentos.

No início do ano, o Estado só divulgou a programação dos primeiros quatro meses, gerando desconfianças nos trabalhadores, que foram reforçadas neste mês de abril com boatos rondando as secretarias de que em vez de remunerar o pessoal a partir do 5º dia do ano, o governo optaria, em junho, pelo dia 15. Amanhã haverá reunião da Mesa de Negociação do Governo com sindicalistas e lideranças das diferentes categorias pretendem mais uma vez cobrar a nova tabela.

"Se o governo atrasar os salários, haverá mais insatisfação entre os professores", afirmou esta semana Fernando Melo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sintepe). Os educadores aguardam desde janeiro a correção do piso salarial e entregaram pauta de reivindicação ao governo. Fazem paralisação de 24 horas no dia 13. Funcionários do Detran também estão em greve. O governador alegou o ambiente confuso do Brasil como motivo para não liberar o calendário inteiro. Diminuição na arrecadação gerou cautela com as finanças, explicam assessores.

Questionado sobre o Projeto de Lei 257, que tramita na Câmara dos Deputados e propõe uma renegociação da dívida dos Estados com o governo federal, Paulo considerou importante, mas lembrou que qualquer discussão agora sobre condicionantes, a exemplo do congelamento de salários e de nomeações nos Estados como deseja a União, é precipitada. "O conjunto de emendas é muito grande e no parlamento há muitas forças que podem melhorar o projeto", argumentou.

IMPEACHMENT

Sobre um possível apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), Paulo Câmara disse aguardar posição oficial do partido, cujo diretório nacional se reunirá segunda-feira, em Brasília. Quanto à possibilidade de antecipar eleições para presidente, observou "que não pode deixar de ser analisada a sugestão", mas chamou a atenção para a necesidade de conclusão de processos anteriores, que são o do impeachment, em andamento no Congresso, e o do pedido de cassação do mandato da presidente, em avaliação no TSE.

"O País está parado, os indicadores pioraram, com violênia, desemprego e muita gente nas unidade de saúde. Precisamos de definições e superada essa etapa, será necessário reunir forças para seguir em frente. O Brasil precisa crescer".

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, defendeu a legalidade do impeachment na semana passada, em entrevista à imprensa internacional. E na última terça, disse respeitar a posição de membros do partido que pensam o contrário, caso do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho. "Ele tem todo o direito de se posicionar como quiser sobre o assunto, apesar da posição majoritária pró-impeachment adotada por integrantes do partido e pela bancada da Câmara dos Deputados", considerou.

Fonte: Jornal do Commercio

Notícias