Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Governo lança mais um pacote

28 de janeiro de 2016

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social servirá de palco para o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, apresentar, durante 20 minutos, um pacote de medidas de estímulo para a economia. Graças ao dinheiro que o governo foi obrigado a direcionar aos bancos públicos, ao quitar R$ 74 bilhões das pedaladas fiscais, serão ofertados linhas de financiamentos a empresas de diversos tamanhos, aos produtores rurais e aos trabalhadores do setor privado, com juros diferenciados. Grandes e médias companhias terão R$ 22 bilhões para capital de giro, financiamento de exportações e investimentos em infraestrutura. As micros e pequenas terão R$ 3 bilhões. Produtores rurais, R$ 10 bilhões a mais de crédito, algo que já havia sido anunciado no fim do ano passado. 

Já os trabalhadores poderão usar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia para empréstimos consignados: 10% do saldo das contas mais a multa de 40% a ser paga em caso de demissão sem justa causa, o que deverá mobilizar R$ 8 bilhões. O pacote soma algo em torno de R$ 55 bilhões, podendo chegar a R$ 60 bilhões.

O principal objetivo de Barbosa hoje no Conselhão será mostrar que o pior momento da economia será este primeiro semestre de 2016. Até o fim do ano, o governo espera reverter a submersão do Produto Interno Bruto (PIB). O ministro vai repetir o mantra de que o governo e o país não estão parados. Ele abrirá o discurso falando das dificuldades da área fiscal e das iniciativas a serem tomadas para tentar limitar as despesas dos órgãos públicos. O que se quer criar é uma espécie de freio aos gastos quando passarem de determinado patamar. A proposta deverá ser entregue no fim da reunião aos participantes, de acordo com uma fonte da equipe econômica.

Barbosa também explicará as mudanças nas regras do programa de concessão de obras de infraestrutura, que não decolaram no passado, como forma de tentar alavancar investimentos. Aproveitará também o encontro para falar sobre a importância da reforma previdenciária, que ainda não tem uma proposta definida. Por último, ele apresentará o pacote de medidas de estímulo.

A retomada das reuniões do Conselhão é vista como uma última cartada da presidente Dilma Rousseff para resgatar a credibilidade. “Parece uma medida desesperada”, comenta o economista Carlos Eduardo de Freitas, ex-diretor do Banco Central. “A economia está em recessão, a demanda está contraída, o setor privado não investe porque não confia no governo e o déficit das contas públicas foi motivado pela forte queda da receita decorrente dessa falta de confiança”, destacou.

O economista e consultor Alexandre Schwartsman não acredita que Dilma e sua equipe econômica tenham capacidade para conseguir criar um plano de recuperação econômica robusto capaz de fazer o país voltar a crescer. “Estimular o crédito por meio de bancos públicos tem custo. Como o governo é o principal acionista dessas instituições, é óbvio que haverá impacto fiscal”, avisou ele.

Fonte: Diario de Pernambuco

Notícias