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Após articulação parlamentar com Levy, Geraldo Julio deve ter empréstimo de R$ 500 milhões para 2016

27 de novembro de 2015

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), terá em 2016 500 milhões de motivos para sorrir à toa. Em ano eleitoral, Geraldo receberá um empréstimo já aprovado no Banco Mundial desde 2013, o projeto de uma gestão inteira. Esse dinheiro tão esperado e tão cobrado não chega amanhã. A burocracia ainda tem seu ritual. A questão é que a solução política, ao que tudo indica, finalmente saiu.

Há dois anos Geraldo conseguiu no banco um crédito de US$ 220 milhões para investimentos. Mas nos empréstimos internacionais a garantia é do governo federal e isso afeta o resultado fiscal. Mesmo o caixa do Recife tendo folga para o crédito, o aval é da presidente Dilma Rousseff (PT).

Para os empréstimos não pesarem nas finanças federais, na crise, Dilma travou tudo em 23 prefeituras, como Recife, Jaboatão dos Guararapes e Maceió. E oito Estados, como Ceará, Pernambuco e Rio de Janeiro. O governador Paulo Câmara (PSB), Geraldo Julio e todos os outros passaram o ano em Brasília. Mas a urgência política é dos prefeitos.

O risco virou entrar em ano eleitoral sem investimentos. Então o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), líder do maior bloco da Câmara, e o deputado alagoano Maurício Lessa, líder do PR, chamaram para a Comissão de Finanças e Tributação os ministros Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento), os prefeitos do Recife e Maceió, Rui Palmeira (PSDB), e os governadores do Ceará, Camilo Santana (PT), Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e Paulo. Para evitar a audiência, Levy pediu uma reunião na quarta passada. E então veio o “sim” para Recife e Maceió.

Mas Geraldo Julio ainda terá trabalho. Na época em que ele pediu o dinheiro, a cotação do dólar era outra. Hoje daria R$ 824 milhões. Levy pediu um “ajuste” para perto de R$ 500 milhões, o que ainda é muito dinheiro.

A primeira reunião com o Secretário do Tesouro, Marcelo Barbosa Saintive, é segunda. No próximo dia 21, a Comissão de Financiamentos Externos aprovará tudo formalmente. E aí é papelada.

Se der tudo certo para Geraldo Julio, no primeiro trimestre o caixa sera turbinado. Para a crise e as eleições.

Fonte: Pinga - Fogo

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