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Câmara coloca ajuste fiscal e CPMF na pauta de aliados

30 de outubro de 2015

Após reunião com o Governo Federal e entidades municipalistas, nesta semana, o governador Paulo Câmara (PSB) pretende debater o ajuste fiscal proposto pela presidente Dilma Rousseff (PT). Hoje, o gestor se reúne com o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota (PSB). O objetivo é avaliar o retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) como alternativa para ajustar as contas da União e ajudar estados e municípios. O chefe do Executivo estadual ainda pretende ter uma conversa com a bancada estadual sobre o assunto.

“O PSB tem dito que é contra o aumento da carga tributária, mas esse debate precisa ser aprofundado. É importante o debate exaustivo e não simplesmente dizer que é contra aumento da carga tributária sem procurar outras alternativas. Vamos ver se ela traz benefícios ou não”, afirmou Câmara, após anúncio de ações de valorização da pessoa idosa, ontem.

O governador lamentou que os estados e municípios estejam “fazendo sacrifícios”, enquanto o Governo Federal não consegue ajustar suas contas. O chefe do Executivo voltou a lembrar que o Tesouro Nacional não liberou as operações de crédito para os Estados, o que dificultou a situação das administrações locais. Segundo o socialista, a medida possibilitaria investimentos que poderiam ajudar o País a sair da crise.

“(O rombo nas contas da União) Nos frustra porque o esforço de estados e municípios está sendo muito grande. Vimos o discurso por parte da União sobre a necessidade de superávit e o que vemos hoje é um déficit que pode superar R$ 100 bilhões”. Paulo Câmara avaliou que a previsão de déficit nas contas da União mostram que o ajuste promovido pelo Governo Federal até então foi “insuficiente”.

“Não se previa um ano tão difícil. O ajuste feito pelo Governo Federal não foi feito da forma que queriam e seria insuficiente diante da queda da arrecadação. Há, claramente, um erro de condução do ajuste que está sendo trabalhado para retomarmos 2016 sem cometer os mesmos erros”, avaliou. Paulo Câmara defende que é preciso uma discussão mais aprofundada sobre o assunto. Ele alerta que a previsão para o próximo ano é de mais dificuldades no cenário econômico e que é preciso equilibrar as contas para conseguir chegar em 2017 com mais tranquilidade.

“É preciso realmente uma discussão mais aprofundada, uma união nacional em torno desse tema porque corremos o risco de ter muita dificuldade novamente em 2016. O que está proposto sobre o ajuste fiscal está tendo um debate muito denso com pouco avanço e sem muitas alternativas em relação ao que está sendo colocado em discussão”, avaliou.

Fonte: Folha de Pernambuco

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